Flávio Bolsonaro é ameaça ao cinema brasileiro, diz maior portal sobre entretenimento dos EUA
Fonte: revistaforum.com.br | Data: 07/10/2026 18:23:58
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A repercussão do resultado do primeiro turno das eleições presidenciais brasileiras ultrapassou as fronteiras nacionais e acendeu um alerta de preocupação na imprensa internacional especializada. Em ampla matéria veiculada nesta quarta-feira (7), o prestigiado portal norte-americano Variety, referência mundial na cobertura da indústria do entretenimento, projetou um cenário de forte apreensão para o ecossistema cultural do Brasil caso o senador Flávio Bolsonaro (PL) se sagre vitorioso na disputa decisiva do segundo turno.
A publicação destaca o momento de notável efervescência e projeção internacional vivido pelo cinema nacional, impulsionado por produções aclamadas em festivais e circuitos globais, a exemplo dos recentes sucessos de crítica e público “Ainda Estou Aqui” e “O Agente Secreto”. Segundo a análise do veículo estadunidense, essa fase próspera da cinematografia brasileira não ocorre por acaso: ela é fruto direto da recomposição de políticas públicas e do aporte expressivo de R$ 1,6 bilhão injetado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no setor audiovisual.
O cerne da apreensão manifestada pelo veículo reside na possibilidade de o candidato do PL, que liderou o primeiro turno ao obter 47,03% dos votos válidos, reproduzir as diretrizes e os métodos adotados na gestão de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O texto recorda o rastro de paralisação e esvaziamento institucional sofrido pela área no período anterior, citando expressamente o severo contingenciamento de 43% imposto ao orçamento da Agência Nacional do Cinema (Ancine) em 2019, medida que interrompeu projetos e sufocou a cadeia produtiva do país.
Para retratar a apreensão dos profissionais que movimentam a cultura diante da ameaça representada pela eventual eleição de Flávio Bolsonaro, a reportagem ouviu representantes da indústria local. Entre os depoimentos colhidos está o de Paula Cosenza, sócia da produtora Trema, empreendimento fundado ao lado do cineasta Gabriel Mascaro, diretor do longa “O Último Azul”. De forma contundente, a produtora alertou que a ascensão de Flávio Bolsonaro significaria o colapso dos avanços conquistados, podendo arrastar a atividade cinematográfica brasileira rumo a uma verdadeira catástrofe.
A publicação também registrou o clima político observado nos bastidores do circuito cultural, ressaltando que, durante a realização do Festival do Rio, a presença maciça de cineastas, atores e produtores convergiu em manifestações abertas de apoio à candidatura do presidente Lula para conter o avanço do grupo de Flávio Bolsonaro. Para a comunidade artística ouvida pela imprensa internacional, a manutenção dos investimentos estatais e das garantias institucionais representa a única salvaguarda para que a produção audiovisual do país continue a expandir suas fronteiras e a conquistar as telas ao redor do mundo.
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