Apagão em São Paulo: o que os blecautes de 2023, 2024 e 2025 mostram sobre a rede, o vento e a concessão, e o que o p
Fonte: ugreen.com.br | Data: 08/10/2026 15:09:44
Em 10 de dezembro de 2025, um ciclone extratropical levou rajadas de 98,1 km/h à Lapa e de 96,3 km/h a Congonhas, segundo a Defesa Civil citada pela Agência Brasil. No pico, mais de 2,2 milhões de clientes da Enel ficaram sem luz na Grande São Paulo, e cinco dias depois ainda havia 30 mil no escuro.
Foi o terceiro grande blecaute em pouco mais de dois anos, depois de novembro de 2023 e outubro de 2024. No vídeo abaixo, Filipe Boni, fundador da UGREEN, defende que o vento foi o gatilho, e não a causa: a causa estaria num modelo que trata a energia como mercadoria e a manutenção da rede como custo a cortar.
Este texto separa o que é fato conferido do que é argumento, e depois desce para a escala da casa: o que para quando a luz cai, por que a energia solar comum apaga junto, o que gerador, nobreak e bateria cobrem e o que o projeto pode prever para atravessar dias sem rede.
Três apagões em três anos: o que os números mostram
Em 3 de novembro de 2023, uma tempestade com ventos de até 105 km/h deixou cerca de 2,1 milhões de clientes sem luz na região metropolitana. A energia só voltou para todos em 10 de novembro, uma semana depois, segundo a Agência Brasil.
Em 11 de outubro de 2024, um temporal com rajadas acima de 100 km/h cortou a energia de 2,6 milhões de consumidores no estado, 2,1 milhões deles na área da Enel. Dois dias depois, cerca de 900 mil clientes continuavam sem luz ou com serviço instável.
Em dezembro de 2025, o pico simultâneo foi de 2,2 milhões. Mas a Enel informou à Aneel, em correspondência de 19 de dezembro, que 4,4 milhões de clientes foram desligados em algum momento do dia 10, porque doze horas de vento derrubavam e religavam trechos da rede sem parar.
A diferença importa para ler manchete: “afetados” soma quem caiu e voltou; “sem luz” é a foto de um instante. Para quem mora, o número que conta é outro: quantas horas a sua rua ficou desligada, e o que dentro de casa parou nesse tempo.
O vento foi o gatilho: rede aérea, árvores e o custo de enterrar
Em 2025, a Agência Brasil contou mais de 330 árvores derrubadas, muitas sobre a fiação, destruindo cabos e postes. O roteiro se repete: rajada forte, árvore sobre rede aérea, trecho inteiro para reconstruir. O vídeo lembra que ventos dessa ordem já tinham ocorrido em 2023 e argumenta que a pergunta certa é por que a rede não resiste a eles.
Enterrar a fiação resolve vento e galho, e é a resposta que volta a cada blecaute. O obstáculo é o custo. Em novembro de 2023, o diretor-geral da Aneel, Sandoval Feitosa, disse que a rede subterrânea custa de nove a dez vezes a aérea e oneraria muito a tarifa; o prefeito Ricardo Nunes falou em 11 vezes, e até 20 em alguns casos.
Em 2024, a prefeitura informou à BBC News Brasil cerca de 40 km de fios enterrados na cidade. O vídeo aponta que esse avanço se concentra em áreas centrais e valorizadas, e cita como meio-termo a rede compacta protegida, de cabos cobertos, que tolera melhor o toque de galhos, mas não segura a queda de uma árvore grande.
Sobre as árvores, o vídeo faz uma defesa que vale registrar: elas reduzem ilha de calor e enchente, e cortá-las piora a cidade. O problema apontado é de coordenação entre a poda estrutural, que cabe à prefeitura, e a poda de afastamento da fiação, feita pela distribuidora.
Energia como mercadoria: o argumento do vídeo e os fatos conferidos
O argumento central do vídeo é de economia política. Depois da privatização, a distribuição passou a ser remunerada por preço-teto: o regulador fixa a tarifa máxima e a empresa ganha quanto mais operar abaixo dela. Para o vídeo, isso cria incentivo a cortar equipe e adiar manutenção preventiva.
O mecanismo existe. Artigo de Pescada e Mariotto no Congresso Brasileiro de Custos de 2014 descreve a revisão tarifária da Aneel como sistema de preço-teto, em que o que ultrapassa o teto não é remunerado e a empresa precisa elevar a eficiência continuamente. Se essa eficiência vira corte de manutenção é a parte que depende de fiscalização.
Os números de pessoal alimentam a discussão. Segundo dados da própria Enel citados pela IstoÉ em novembro de 2023, a força de trabalho da Enel SP, somando empregados próprios e terceirizados, caiu cerca de 36% desde 2019, para 15.366 pessoas em setembro de 2023, enquanto o número de clientes cresceu 7%.
A Enel assumiu a antiga Eletropaulo em junho de 2018, ao comprar mais de 73% das ações em oferta pública, segundo a Agência Brasil. A empresa atribui os desligamentos a eventos climáticos extremos e, na defesa citada pela imprensa, sustenta que não houve descumprimento relevante dos indicadores de duração e frequência das interrupções.
O regulador vê de outro modo. Em fevereiro de 2024, a Aneel multou a Enel SP em R$ 165,8 milhões pela demora no restabelecimento em 2023: as equipes só foram reforçadas de forma significativa em 6 de novembro, três dias depois do temporal. Em abril de 2024, a diretoria manteve a multa.
Em 7 de abril de 2026, a Aneel abriu por unanimidade o processo de recomendação de caducidade do contrato, citando tempo elevado de atendimento emergencial, aumento de interrupções acima de 24 horas e falhas nos planos de contingência em 2023, 2024 e 2025. A decisão final cabe ao Ministério de Minas e Energia.
Na reunião de 6 de outubro de 2026, a relatora e mais uma diretora votaram pela recomendação, e o diretor Gentil Nogueira pediu vista, com até 60 dias para o tema voltar à pauta. O contrato vence em junho de 2028. O vídeo diz que multa vira custo operacional; a pergunta agora é o que o ministério fará com a recomendação.
Os dois textos publicados logo depois do blecaute de 2025, sobre por que a luz demora tanto a voltar e sobre se a concorrência resolveria, aprofundam a discussão de modelo. Daqui em diante, o foco é o que cabe ao morador.
Quando a luz cai, o que mais para
A eletricidade sustenta os outros serviços, e o blecaute mostra isso em cadeia. Depois da ventania de 2025, a Sabesp informou falta de água em pelo menos dez regiões da capital e em 14 cidades da Grande São Paulo, porque o bombeamento depende de energia; houve caminhão-pipa de Vila Formosa a Cotia.
No dia seguinte, a CET contava 218 semáforos apagados por falta de energia, com 97 km de lentidão só na zona sul às 8h. Torres de celular e a internet de casa caem junto, e quem trabalha de casa perde o dia.
O vídeo descreve ainda condomínios e hospitais em gerador a diesel com dificuldade para reabastecer, porque posto sem energia não bombeia combustível. É o limite da solução individual: o gerador resolve horas, mas depende de uma cadeia que também apagou.
Para a casa, isso vira uma lista de dependências que o projeto precisa enxergar:
- Água: bomba de recalque, pressurizador e poço param; só a reserva que desce por gravidade continua.
- Comida e remédio: geladeira e freezer seguram por algumas horas, se ficarem fechados.
- Comunicação: roteador, modem e carregador de celular.
- Acesso: portão eletrônico, interfone, fechadura eletrônica e elevador.
- Conforto e saúde: ar-condicionado, ventilador, aquecedor e qualquer equipamento médico.
Energia solar funciona no apagão? A comum, não
É a surpresa mais comum de quem tem placas: a rua apaga, o sol está forte e a casa apaga junto. Não é defeito. O inversor on-grid é obrigado a se desligar quando a rede cai, pela proteção chamada anti-ilhamento.
O Canal Solar resume a regra: ilhamento é o gerador fotovoltaico operar sem a rede da distribuidora, o que pode danificar equipamentos e pôr em risco quem trabalha numa rede que deveria estar desligada. A NBR 16149 limita a detecção e a desconexão a até 2 segundos.
Para ter luz no apagão, é preciso inversor híbrido com bateria, que se isola da rede e alimenta um quadro de cargas escolhidas, ou um sistema off-grid. Dimensionamento, química e a conta com o Fio B estão no texto sobre bateria em casa com energia solar; aqui basta a consequência: backup se decide no quadro, não no telhado.
Quem ainda vai instalar placas deveria saber disso antes do orçamento, porque o inversor híbrido e o quadro separado custam menos na primeira obra do que numa troca. O roteiro de como dimensionar a energia solar em casa começa pelo consumo, e o consumo crítico entra nessa conta.
Material gratuito
Checklist de comprovação da NBR 15575
Que evidência fecha cada requisito da norma, quem assina, em que etapa isso tem que existir e onde o processo trava. O problema raramente é atender, é comprovar.
Gerador, nobreak e bateria: o que cada um cobre
São três ferramentas diferentes, e o erro comum é comprar uma esperando o resultado de outra. A tabela resume o que cada uma mantém e o cuidado que cada uma pede no projeto.
| Solução | O que mantém ligado | Por quanto tempo | O que o projeto precisa prever |
|---|---|---|---|
| Solar on-grid sem bateria | Nada: o inversor desliga com a rede | Zero | Não tratar como backup; prever inversor híbrido se o backup for objetivo |
| Nobreak | Roteador, modem, computador | Minutos a poucas horas, conforme a bateria | Tomada dedicada perto do rack de internet; nada de geladeira ou aquecedor nele |
| Solar híbrido com bateria | As cargas do quadro de backup | Enquanto houver carga; com sol, recarrega de dia | Quadro de cargas críticas separado e local seguro para a bateria |
| Gerador a combustível | O que a potência do gerador cobrir | Enquanto houver combustível | Chave reversora ou transferência intertravada, comunicação à distribuidora e instalação ao ar livre |
| Envoltória bem resolvida | Temperatura tolerável sem ar-condicionado | Enquanto durar o apagão | Sombreamento, isolamento de cobertura, ventilação cruzada e massa térmica |
Gerador tem regra. A Nota Técnica 6.008 da Enel São Paulo exige que todo consumidor comunique por escrito a instalação de grupo gerador, que depende de análise de projeto, inspeção, teste e liberação da distribuidora. A transferência entre rede e gerador precisa impedir o paralelismo entre os dois.
Na prática, isso significa disjuntores ou contatores intertravados elétrica e mecanicamente, ou uma chave reversora em que o contato da rede e o do gerador nunca fecham ao mesmo tempo. A norma admite chave reversora de comando manual, sem dispensar documentação, vistoria e testes.
O motivo é o mesmo do anti-ilhamento: gerador ligado sem chave pode devolver tensão à rede onde o eletricista trabalha. E motor a combustão fica fora de casa, nunca em garagem fechada ou varanda envidraçada, porque o escapamento produz monóxido de carbono.
O nobreak é o mais simples dos três e o mais mal usado. Ele segura roteador e computador o tempo de fechar o trabalho ou atravessar uma queda curta; não foi feito para geladeira, chuveiro ou ar-condicionado, que esgotam a bateria em minutos.
O que o projeto da casa pode prever para dias sem rede
Resiliência a apagão não é só equipamento. O crédito piloto IPpc100 do LEED, de sobrevivência passiva, pede uma de duas coisas: provar por simulação que o edifício mantém condição térmica segura em quatro dias sem energia no pico do verão e do inverno, ou garantir backup para pelo menos três de oito funções críticas.
Entre essas funções estão bombas de água, internet, iluminação de emergência, tomadas e ventiladores. O critério é estrangeiro, mas a lógica serve a uma casa em São Paulo, e as decisões mais baratas são de projeto e de obra, não de equipamento:
- Quadro de cargas críticas separado, com geladeira, roteador, luz de alguns cômodos, bomba e portão, pronto para receber bateria ou gerador;
- Ponto de entrada para gerador com chave reversora no projeto elétrico, mesmo que o gerador venha depois;
- Reservatório que abasteça por gravidade, sem depender de pressurizador para banho e descarga;
- Envoltória que segure a temperatura: sombreamento, isolamento de cobertura e ventilação cruzada, para a casa não virar estufa sem ar-condicionado;
- Luz natural nos cômodos de uso diurno e um modo de cozinhar que não dependa só de tomada.
O último item é o menos lembrado. Casa toda em indução, aquecimento elétrico e portão sem abertura manual fica refém da rede. Um ponto de gás, uma liberação mecânica do portão e uma tomada externa para o gerador custam pouco na obra e muito depois.
A envoltória é onde a conta mais muda. Uma casa que passa a tarde de calor dentro de uma faixa tolerável sem ar-condicionado precisa de bateria menor para o mesmo conforto, porque a carga crítica cai. É a mesma simulação térmica que a NBR 15575 usa, só que rodada com o ar desligado.
Para quem mora em apartamento, a margem é menor, mas existe: tomada do roteador no nobreak, lista do que vai para o quadro de backup do condomínio e conversa com o síndico sobre bomba, elevador e iluminação de escada no gerador do prédio.
Erros que se repetem quando a casa é pega pelo apagão
Achar que a energia solar comum segura o apagão. O inversor on-grid desliga em até 2 segundos quando a rede cai. Sem inversor híbrido e bateria, a casa apaga com a rua.
Ligar o gerador numa tomada ou direto no quadro, sem chave. Além de reprovado pela distribuidora, pode energizar a rede onde há gente trabalhando.
Funcionar o gerador na garagem fechada. O escapamento produz monóxido de carbono; o lugar do gerador é ao ar livre, longe de portas e janelas.
Dimensionar bateria para a casa inteira. Fica cara e dura pouco. O certo é separar as cargas críticas e dimensionar só para elas.
Esquecer a água. Pressurizador e bomba de recalque param junto com a luz, e a caixa sem saída por gravidade deixa a casa sem banho no primeiro dia.
Vai construir ou reformar em São Paulo e quer uma casa que atravesse dias sem luz?
Mande a planta, a cidade, a lista do que precisa ficar ligado, como geladeira, internet, bomba ou equipamento de saúde, e, se já tiver, a conta de luz e o projeto do sistema solar.
A gente simula como a casa se comporta sem ar-condicionado no calor e no frio, separa as cargas críticas, estima a energia de backup para um a quatro dias e aponta o que o projeto elétrico, a água e a envoltória precisam prever. A primeira triagem leva dois minutos.
Perguntas que sempre aparecem
Por que São Paulo fica tanto tempo sem luz depois de uma ventania?
Porque a rede é aérea e convive com árvores, e uma rajada forte derruba postes e cabos que precisam ser reconstruídos. Ao abrir o processo de caducidade, a Aneel apontou tempo elevado de atendimento emergencial, mais interrupções acima de 24 horas e falhas nos planos de contingência da Enel SP.
Energia solar funciona durante o apagão?
O sistema on-grid comum, não: o inversor desliga em até 2 segundos quando a rede cai, pela proteção anti-ilhamento da NBR 16149. Para ter energia no apagão, é preciso inversor híbrido com bateria ou sistema off-grid, e só os circuitos do quadro de backup ficam ligados.
Posso ligar um gerador em casa?
Pode, com transferência que impeça o paralelismo com a rede, por chave reversora ou disjuntores intertravados, e com comunicação e liberação da distribuidora, como pede a Nota Técnica 6.008 da Enel SP. O gerador fica ao ar livre, nunca em garagem ou ambiente fechado.
A Enel vai perder a concessão em São Paulo?
Ainda não há decisão. A Aneel abriu o processo de caducidade em abril de 2026; em 6 de outubro, dois diretores votaram pela recomendação e houve pedido de vista. Se aprovada, a recomendação vai ao Ministério de Minas e Energia, que decide. O contrato vence em junho de 2028.
Fontes
- Agência Brasil — “São Paulo enfrenta ventos de quase 100 km/h nesta quarta-feira” (10/12/2025): rajadas de 98,1 km/h na Lapa e 96,3 km/h em Congonhas, dados da Defesa Civil; “Dois dias após ciclone, SP ainda tem 800 mil moradores sem energia” (12/12/2025): pico de mais de 2,2 milhões de clientes e mais de 330 árvores derrubadas; “Cinco dias após ciclone, 30 mil clientes estão sem energia em SP” (15/12/2025).
- Diário do Grande ABC — “Enel diz que apagão em SP afetou 4,4 milhões de clientes”: correspondência da Enel à Aneel de 19/12/2025, distinção entre pico simultâneo e acumulado do dia 10.
- Agência Brasil — “Aneel multa Enel em R$ 165,8 mi por apagão em novembro” (09/02/2024): 2,1 milhões sem luz, normalização em 10/11/2023, reforço de equipes só em 6/11; Exame (09/04/2024): manutenção da multa pela diretoria e ventos de até 105 km/h.
- Agência Brasil — “SP sem luz: Aneel fará reunião de emergência com concessionárias” (13/10/2024): 2,6 milhões de consumidores no estado e 2,1 milhões na área da Enel; “Falta de energia ainda afeta 900 mil pessoas na Grande São Paulo” (13/10/2024).
- Aneel — “ANEEL inicia processo de recomendação de caducidade do contrato de concessão da Enel SP” (07/04/2026): motivos, prazo de defesa e decisão final do MME; eixos (07/04/2026): votação unânime e vencimento do contrato em junho de 2028; Canal Solar, “Aneel adia decisão sobre processo de caducidade da Enel SP” (06/10/2026): votos, pedido de vista e prazo de 60 dias.
- Agência Brasil — “Empresa italiana Enel assume controle acionário da Eletropaulo” (04/06/2018).
- IstoÉ — “Enel SP reduziu em 36% o quadro de funcionários desde 2019” (06/11/2023), com dados de relatórios da Enel ao mercado; Times Brasil (17/05/2026) sobre a defesa da Enel com os indicadores DEC e FEC.
- Pescada, M. R. S.; Mariotto, F. T. — “Custeio ABC multidimensional: um enfoque na eficiência operacional para a revisão tarifária de energia elétrica”, XXI Congresso Brasileiro de Custos, 2014, resumo e introdução (sistema de preço-teto).
- Exame — “Caso Enel: enterrar fios é caro e precisa ser feito de forma cuidadosa, diz diretor-geral da Aneel” (24/11/2023): custo de nove a dez vezes, segundo a Aneel, e de 11 a 20 vezes, segundo o prefeito; Correio Braziliense/BBC News Brasil (outubro de 2024): cerca de 40 km de fios enterrados em São Paulo.
- Agência Pública — “Apagões em SP: sem investir em energia, falta de água continuará” (19/12/2025): nota da Sabesp sobre dez regiões da capital e 14 cidades sem água; Diário do Grande ABC (11/12/2025): 218 semáforos apagados por falta de energia e lentidão por zona, dados da CET.
- Canal Solar — “Proteção de anti-ilhamento dos inversores fotovoltaicos”: definição de ilhamento e limite de 2 segundos da ABNT NBR 16149.
- Enel Distribuição São Paulo — Nota Técnica 6.008, v.7.0 (abril de 2019), gerador particular com transferência automática com interrupção: itens 3, 4, 5 e 12 (comunicação, intertravamento, chave reversora e comando manual).
- USGBC, via LEEDuser/BuildingGreen — Pilot Credit IPpc100, Passive Survivability and Back-up Power During Disruptions: quatro dias de verão e inverno e backup para pelo menos três de oito funções críticas.
Material gratuito
Checklist de comprovação da NBR 15575
Que evidência fecha cada requisito da norma, quem assina, em que etapa isso tem que existir e onde o processo trava. O problema raramente é atender, é comprovar.
Se o procedimento simplificado reprovou a sua envoltória, a comprovação passa a ser por simulação computacional. A gente mede o projeto, testa os cenários de correção e devolve o antes e o depois em número.