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Conselho de Medicina concede carteira póstuma a estudante morto por PMs

Fonte: metropoles.com | Data: 08/10/2026 18:46:45

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Conselho de Medicina concede carteira profissional póstuma a estudante morto por PM

São Paulo — O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) concedeu uma carteira profissional póstuma a Marco Aurélio Cardenas Acosta, estudante de medicina morto com um tiro à queima-roupa por um policial militar dentro de um hotel na Vila Mariana, na zona sul da capital, em novembro de 2024.

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O presidente do Cremesp, Angelo Vattimo, entregou uma carteira simbólica, ou seja, sem validade jurídica aos pais do estudante

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Divulgação/Cremesp

O presidente do Cremesp, Angelo Vattimo, entregou uma carteira simbólica, ou seja, sem validade jurídica aos pais do estudante

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O presidente do Cremesp, Angelo Vattimo, entregou uma carteira simbólica, ou seja, sem validade jurídica aos pais do estudante

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A homenagem ocorreu durante a entrega de carteiras a egressos de Medicina. Na cerimônia, o presidente do Cremesp, Angelo Vattimo, concedeu uma carteira simbólica, ou seja, sem validade jurídica aos pais do estudante, os médicos Silvia Monica Cardenas Prado e Julio Cesar Acosta Navarro.

Em dezembro passado, Silvia e Julio César também receberam o diploma póstumo do filho. O documento foi entregue durante a Colação de Grau da turma de Marco Aurélio na Universidade Anhembi-Morumbi.

Recentemente, a 12ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) negou um recurso apresentado pela defesa dos policiais militares Bruno Carvalho do Prado e Guilherme Augusto Macedo, réus pela morte de Marco Aurélio Cardenas Acosta, e determinou que os dois sejam levados a júri popular.

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do Metrópoles SP

A defesa de Guilherme Augusto Macedo havia pedido a absolvição sumária do policial por legítima defesa. E quanto a Bruno Carvalho, o advogado alegou que ele sequer teria participado do crime. Em caso de absolvição negada, foi pedido que os réus não passassem pelo Tribunal do Júri por “falta de provas” e, em último caso, que fossem afastadas as duas qualificadoras do crime: motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima.

Os pedidos, entretanto, foram rejeitados pela Justiça, que entendeu que existem provas e indícios suficientes de autoria no caso.

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Procurado pelo Metrópoles, o advogado João Carlos Campanini, que representa os dois PMs, afirmou que “a defesa respeita a decisão do Tribunal de Justiça mas não concorda”. Para ele, “os aspectos da legítima defesa estão devidamente comprovados nos autos e os acusados não deveriam ser submetidos a júri popular”.

Relembre o caso

Uma câmera de segurança registrou o momento em que o estudante de medicina Marco Aurélio Cardenas, de 22 anos, entra correndo em um hotel na Vila Mariana, na zona sul de São Paulo, em 20 de novembro de 2024. Ele está sem camisa. Um PM também entra, logo em seguida, e puxa o jovem pelo braço, com a arma em punho.

O estudante consegue se desvencilhar, quando outro policial aparece e lhe dá um chute. O jovem segura o pé do PM, que se desequilibra e cai para trás. Nesse momento, o agente armado dá um tiro em Marco Aurélio.

No registro da ocorrência, os policiais alegaram que Marco Aurélio estava “bastante alterado e agressivo” e que ele resistiu à abordagem. Ainda segundo a versão dos PMs, o disparo foi feito quando o estudante “tentou subtrair” a arma de um dos agentes — pelas imagens, não é possível ver o rapaz tentando pegar a arma.

O estudante foi socorrido no Hospital Ipiranga, mas não resistiu ao ferimento.

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Marco Aurélio Cardenas Acosta, de 22 anos, era conhecido como "Bilau"

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Marco Aurélio Cardenas Acosta, de 22 anos, era conhecido como “Bilau”

Reprodução/Redes Sociais

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Marco Aurélio Cardenas Acosta, de 22 anos, era conhecido como “Bilau”

Em uma carta enviada ao governo brasileiro, a Organização das Nações Unidas (ONU) diz que as imagens das câmeras corporais dos policiais indicaram que não havia fundamento objetivo para a abordagem. Mesmo assim, os agentes perseguiram o estudante até um hotel, onde ele foi baleado e morto.