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Fonte: musicaefefc.com | Data: 08/10/2026 22:00:00

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 A médica Marcella Segato de Sousa Melo, que atuava como supervisora de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital Municipal da Mulher e Maternidade Célia Câmara, em Goiânia, foi demitida após o vazamento de mensagens enviadas em um grupo interno de WhatsApp às vésperas do primeiro turno das eleições.


Nas mensagens, a médica teria orientado colegas que estariam de plantão no fim de semana dos dias 3 e 4 de outubro a não darem alta aos pacientes, afirmando que “a maioria é petista”. Os prints da conversa foram divulgados inicialmente pela TV Anhanguera.

O caso provocou uma investigação administrativa e também foi levado ao Conselho Regional de Medicina de Goiás (Cremego), que informou que a apuração sobre a conduta profissional tramita sob sigilo. Uma representação também foi encaminhada ao Ministério Público Federal.

Em nota, Marcella pediu desculpas e afirmou que as mensagens não se transformaram em conduta médica, alegando que nenhuma paciente teve alta atrasada ou negada por motivos políticos e que todas as decisões foram tomadas exclusivamente com base em critérios clínicos.

O hospital afirmou que não adota posicionamento político-partidário e reforçou que decisões sobre internação e alta devem considerar exclusivamente critérios clínicos, técnicos, éticos e de segurança do paciente, independentemente de convicções políticas. Segundo as informações disponíveis, não há confirmação de que algum paciente tenha efetivamente permanecido internado por orientação política.

A demissão foi confirmada pela administração da unidade nesta quarta-feira (7).