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Progesterona: Para Que Serve e Como Repor o Hormônio

Fonte: robertofrancodoamaral.com.br | Data: 09/10/2026 05:00:18

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Progesterona Descomplicada: tudo o que você precisa saber sobre este hormônio essencial.


  • Após a ovulação, ela se encarrega de preparar o útero para receber um embrião e garantir que a gestação seja bem-sucedida.
  • A queda  deste hormônio quando não ocorre a gravidez, determina a menstruação
  • Porém, quando ocorre a gravidez, ela aumenta para preparar o endométrio para o feto ( como uma câmara dentro do útero)
  • Prepara a mama para a amamentação
  • Foi provado que ela estimula a ação dos osteoblastos (células responsáveis pela formação dos ossos), dessa forma, sua ação na prevenção e controle da osteoporose é indiscutível.
  • Tem funções cerebrais como regulação do humor e controle de ansiedade por  ativar o neurotransmissor GABA

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Como aumentar a progesterona?

Suspender pílula caso esteja usando ou através da reposição deste hormônio pela via oral, creme transdérmico ou via vaginal.

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Ciclo hormonal da progesterona durante o ciclo menstrual:

Note que o pico de progesterona acontece depois da ovulação, assim, se quiser saber como está o nivel deste hormonio no sangue, deve-se dosar nesta fase do ciclo



CONCENTRAÇÃO DE PROGESTERONA EM MULHERES:

  • FASE FOLICULAR ( PRIMEIRA FASE DO CICLO  MENSTRUAL: 0.10 – 1.60 ng/mL
  • FASE LÚTEA ( SEGUNDA FASE DO CICLO MENSTRUAL : 2.50 – 32.0 ng/mL
  • PÓS-MENOPAUSA: 0.06 – 1.60 ng/mL
  • GRAVIDEZ: > 250 ng/mL

HORMÔNIOS ESTERÓIDES:


Progestesterona é diferente de progestogênios:

Se  referir as pilulas anticoncepcionais como pílulas de progesterona causou uma ENORME confusão em todos!

Progesterona favorece a fertilidade , progestôgenios impede, ou seja , tem efeito contrário.

Mulheres que usam  anticoncepcionais, não usam progesterona e sim derivados de progesterona ( progestogênios) que tem efeito oposto ( ver abaixo)

Progesterona favorece a fertilidade e gravidez, sendo um tratamento para isso inclusive!

Progestogênios como é de se esperar, bloqueia a ovulação  e assim tem efeito anticoncepcional.

SINÔNIMOS:  Progestina, Progestógeno/progestágeno, progestagénio/progestogénio ou progestagênio/progestogênio, ou ainda gestágeno


A progesterona isomolecular  ou biodêntica ( mesma estrutura molecular do hormônio produzido pelo organismo)  tem sido usada em várias situações como:

  • Hiperplasia endometrial
  • Síndrome pré-menstrual ( TPM)
  • Distúrbios da ovulação relacionados à deficiência de progesterona, como dor e outras alterações do ciclo menstrual,
  • Amenorréia secundária (ausência de menstruação)
  • Alterações benignas da mama;
  • Insuficiência lútea (diminuição de progesterona na segunda fase do ciclo);
  • Estados de deficiência de progesterona como na menopausa

Progesterona pela via vaginal  é indicada por médicos especialistas em fertilidade nas seguintes situações:

  • Suporte  durante a insuficiência ovariana ou carência ovariana completa de mulheres com diminuição da função ovariana (doação de oócitos);
  • Suplementação da fase lútea durante ciclos de fertilização in vitro ou ICSI (Injeção Intracitoplasmática de Espermatozóides);
  • Suplementação da fase lútea durante ciclos espontâneos ou induzidos (uso de indutores da ovulação), em caso de subfertilidade ou infertilidade (dificuldade de engravidar) primária ou secundária particularmente devido à anovulação (suspensão ou cessação da ovulação);
  • Ameaça de aborto precoce ou prevenção de aborto devido à insuficiência lútea (durante os primeiros três meses de gravidez).

Progesterona (natural , isomolecular ou biodêntica)  não aumenta a chance câncer de mama.

De acordo com Lieberman & Curtis (2017), há uma confusão na literatura médica mundial entre pesquisadores que confundem progesterona ( mesma estrutura química da encontrada no corpo humano) com progestogênio ( com estrutura química bastante diferente daquela encontrada nas mulheres, resultando em diferentes ações no nível celular) .

São exemplos de progestogênios: acetato de medroxiprogesterona, levonorgestrel e noretisterona e outros como visto no quadro acima

Esses hormônios são usados em pílulas anticoncepcionais e em terapia de reposição hormonal na menopausa.

Lieberman& Curtis (2017) chegam a defender que a progesterona previne e protege contra o câncer de mama.

Estudos de peso mostram que a progesterona apresenta menor risco, e sugerem proteção contra o câncer de mama (Fournier et al, 2008; Cordina-Duverger, 2013; Asi et al, 2016; Stute et al,2018). Asi et al (2016), em estudo de revisão sistemática, incluindo 86.881 mulheres menopausadas, apresentaram resultados que sugerem maior risco de câncer de mama com uso de progestogênios quando comparados à Progesterona

Recentemente, outra revisão sistemática com Stute et al (2018) diz que há evidências de que: estrogênios combinados com uso oral ou vaginal da PROGESTERONA  não aumentam o risco de câncer de mama por até 5 anos de duração do tratamento e, após 6 anos, há evidências LIMITADA de que aumenta discretamente este risco.

Fonte: Dr Sérgio Cabral 


Outras funççoes:

  • mantém os níveis de coagulação do sangue em valores normais.
  • mantém os ossos fortes, produz colágeno, e ajuda a manter o sistema nervoso funcionando de forma adequada já que tem relação com a produção do neurotransmissor GABA.
  • Várias mulheres sofrem de depressão pós-parto, onde a supressão momentânea da produção de progesterona (responsável pela manutenção gravidez) provoca alterações no comportamento semelhante ao na TPM. Nesses casos a terapia à base de progesterona também se mostrou muito eficaz.

É um dos hormônio utilizados na terapia de reposição na menopausa, melhorando a qualidade do sono, trazendo mais calma e funcionando como antidepressivo, ao melhorar o humor das mulheres nesta fase de transição pois aumenta os níveis cerebrais de alopregnenolona e GABA

Além destas aplicações clínicas, atualmente também tem se utilizado a progesterona para o alívio de certos tipos de dor em mulheres.


Efeitos da progesterona intra-vaginal na dor e na contratilidade uterina em mulheres com ameaça de aborto.

Em mulheres que desejam engravidar, uma função adequada do corpo lúteo é importante tanto para melhorar a receptividade endometrial quanto para garantir a manutenção da gestação inicial.

Uma produção deste hormônio de forma  insuficiente pelo corpo lúteo poderia, então, levar tanto à infertilidade quanto a repetidas perdas gestacionais precoces.

Tendo em vista esta problemática, pesquisadores do Departamento de Obstetrícia, Ginecologia e Ciências Reprodutivas, da Universidade de Nápoles realizaram um estudo prospectivo, randomizado, duplo-cego, com cinquenta mulheres com diagnóstico prévio de fase lútea inadequada e ameaça de aborto, para estabelecer os efeitos do uso da progesterona intra-vaginal  na redução tanto da dor como das contrações uterinas.

Os resultados demonstraram que o uso de progesterona foi eficaz tanto no alívio da dor quanto na frequência das contrações uterinas, ​​que diminuíram após 5 dias de administração de progesterona vaginal.

Concluindo, os autores afirmaram que as pacientes com ameaça de aborto podem se beneficiar do uso de progesterona intra-vaginal na redução das contrações uterinas e da dor.

O uso de progesterona vaginal também melhorou o resultado de gestações complicadas por ameaça de aborto e diagnóstico prévio de fase lútea inadequada.


Os efeitos do estradiol e da progesterona na sensibilidade à dor e nos receptores opioides cerebrais

Estudos anteriores realizados pelo laboratório da Dra. Gordon do College of Pharmacy, na Florida A&M University, mostraram que o estradiol e a progesterona afetam os níveis de β-endorfina e metencefalina em regiões cerebrais específicas.

Os resultados obtidos indicam que o tratamento com estradiol e progesterona isoladamente ou em combinação altera significativamente a latência da dor.

Estes achados sugerem que a diminuição da sensibilidade à dor induzida por estradiol ou progesterona não poderia ser explicada por seus efeitos sobre os receptores opioides.

Os efeitos previamente relatados de estradiol e progesterona nos níveis cerebrais de β-endorfina e metencefalina podem contribuir para os efeitos analgésicos desses esteroides.


Eficácia do estradiol transdérmico e da progesterona micronizada na prevenção de sintomas depressivos na transição da menopausa: um ensaio clínico randomizado

Estudo randomizado, duplo-cego, controlado por placebo, na Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill, de outubro de 2010 a fevereiro de 2016.

Os participantes incluíram mulheres perimenopausa  e pós-menopausa precoce da comunidade, com idades entre 45 e 60 anos.

Intervenções: Estradiol transdérmico (0,1 mg / d) ou placebo transdérmico por 12 meses.

Progesterona micronizada oral (200 mg / d por 12 dias) também foi administrada a cada 3 meses p

Conclusões: Doze meses de   ESTRADIOL  + PROGESTERONA  foram mais eficazes que o placebo na prevenção do desenvolvimento de sintomas depressivos clinicamente significativos entre as mulheres perimenopausa inicialmente sem depressão e pós-menopausa precoce.

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Perguntas Frequentes sobre Progesterona

Quais os sintomas de progesterona baixa?

A queda da progesterona pode se manifestar com TPM mais intensa, irregularidade no ciclo menstrual, dificuldade para engravidar, alterações de humor, ansiedade e piora na qualidade do sono, já que este hormônio atua diretamente no neurotransmissor GABA.

Como aumentar a progesterona?

O aumento da progesterona deve ser feito com acompanhamento médico, através da reposição hormonal por via oral, creme transdérmico ou via vaginal, conforme explicado ao longo deste artigo.

Progesterona bioidêntica é a mesma coisa que progestogênio?

Não. A progesterona bioidêntica tem a mesma estrutura molecular do hormônio produzido pelo corpo, enquanto os progestogênios são derivados sintéticos com estrutura química diferente e efeitos distintos, como o bloqueio da ovulação.

A progesterona pode ser usada na menopausa?

Sim. A progesterona costuma fazer parte da terapia de reposição hormonal na menopausa, contribuindo para melhora do sono, do humor e da proteção óssea, sempre sob orientação de um médico especialista.

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Leia também: Menopausa: guia completo, Estradiol e a prevenção de fraturas na menopausa

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Escrito por Dr. Roberto Franco do Amaral Neto · CRM-SP 111370 · RQE 50521


REFERÊNCIAS:

1. BRITO, P. et al. Modulation by progesterone of pain sensitivity to mechanical and ischemic stimuli in young and healthy women. [S.l.: s.n.], [dados não informados].
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Disponível em: https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0018506X9690029X. Acesso em: 15 nov. 2025.

3. FRYE, C. A.; WENGER, G. R. Progesterone metabolites, effective at the GABAA receptor complex, attenuate pain sensitivity in rats. Brain Research, [s.l.], v. [dados não informados], p. [dados não informados], 1994.
Disponível em: https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/0006899394900256. Acesso em: 15 nov. 2025.

4. WU, M. V. et al. Estrogen and/or progesterone administered systemically or to the amygdala can have anxiety-, fear-, and pain-reducing effects in ovariectomized rats. [S.l.: s.n.], 2004.
Disponível em: http://psycnet.apa.org/buy/2004-12681-006. Acesso em: 15 nov. 2025.

5. PORTAL SÃO FRANCISCO. Progesterona. Disponível em: https://www.portalsaofrancisco.com.br/. Acesso em: 15 nov. 2025.

6. LUTEAL phase support. Femina, São Paulo, v. 38, n. 5, p. 271–276, 2010.
Disponível em: http://www.saudedireta.com.br/docsupload/1340105888Femina_v38n5p271-6.pdf. Acesso em: 15 nov. 2025.

7. MONTENEGRO, R. et al. Effects of vaginal progesterone on pain and uterine contractility in patients with threatened abortion before twelve weeks of pregnancy. Annals of the New York Academy of Sciences, New York, v. 
Disponível em: https://nyaspubs.onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.1196/annals.1335.022. Acesso em: 15 nov. 2025.

8. FUNÇÃO lútea em adolescentes normais com ciclos menstruais regulares.
Luteal function in normal adolescents with regular menstrual cycles).

9. EFEITOS da terapia estrogênica transdérmica isolada ou associada à progesterona micronizada nos fatores de coagulação em mulheres menopausadas com e sem sobrepeso. 

10. L’HERMITTE, M. HRT optimization using transdermal estradiol plus micronized progesterone: a safer HRT.

11. STUTE, P. The impact of micronized progesterone on breast cancer risk: a systematic review. [S.l.: s.n.], [dados não informados].

12. GORDON, J. L. et al. Efficacy of transdermal estradiol and micronized progesterone in the prevention of depressive symptoms in the menopause transition: a randomized clinical trial. JAMA Psychiatry, Chicago, v.