Vorcaro afirma que pagou R$ 30 milhões para filme sobre Lula para obter negócios com fundos de pensão, diz revista
Fonte: correio24horas.com.br | Data: 09/10/2026 10:12:13
Reportagem da Veja conta que banqueiro afirmou ter negociado repasses para obter investimentos; Lula nega
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Pombo Correio
Publicado em 9 de outubro de 2026 às 09:22

O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, afirmou ter negociado com o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto pagamentos para conseguir investimentos de fundos de pensão federais. Segundo reportagem da revista Veja, o relato inclui cerca de R$ 30 milhões em espécie destinados à produção de um documentário sobre Lula e um valor não informado para o Instituto Lula.
A revista afirma ter obtido um áudio e documentos com as declarações do banqueiro, preso desde março em Brasília sob acusação de fraude bancária. As alegações constam de um anexo apresentado à Procuradoria-Geral da República (PGR) em junho, na segunda tentativa de delação de Vorcaro, que foi rejeitada.
Lula em entrevista à TV Globo por Reprodução/ TV Globo
De acordo com a publicação, a PGR não deu andamento às acusações por considerar que não havia provas dos pagamentos, supostamente feitos em dinheiro vivo. A defesa sustentou que o banqueiro poderia apresentar mensagens, registros de saques e informações sobre as entregas dos valores, o que não aconteceu.
No relato, Vorcaro atribuiu ao senador Jaques Wagner a articulação do contato com Vaccari. Segundo o banqueiro, o ex-tesoureiro do PT também teria exigido 10% dos recursos que o Master captasse nos fundos.
Vorcaro afirmou ainda que Alexandre Padilha, então ministro da Secretaria de Relações Institucionais, o então secretário-executivo Olavo Noleto e intermediários participaram das negociações. Segundo a Veja, mensagens obtidas pela Polícia Federal registram contatos para organizar reuniões com dirigentes de fundos e cobrar a liberação de investimentos.
A reportagem aponta que o Master passou a integrar a lista de instituições autorizadas a receber esses recursos em 29 de abril de 2024. Na mesma data, segundo a revista, um operador identificado como Júlio cobrou R$ 500 mil de Vorcaro, valor que teria sido pago como adiantamento de propina.
Apesar das articulações, o banqueiro declarou não ter conseguido captar recursos nos fundos federais. Ele alegou, porém, que operações com fundos municipais renderam ao menos R$ 6 milhões em pagamentos a Padilha e intermediários.
Procurado pela Veja, Lula afirmou que “jamais solicitou ou recebeu qualquer vantagem financeira nem autorizou terceiros a receber recursos de Vorcaro em seu nome”. Padilha negou relação com o banqueiro. Noleto também negou vínculo e recebimento de valores. Os demais citados não se manifestaram.
