Inflação sobe 0,82% em setembro e acumula alta de 3,95% no ano, diz IBGE
Fonte: jornalnoroeste.com.br | Data: 09/10/2026 12:44:50

Energia elétrica, alimentos e combustíveis pressionaram a inflação em setembro, segundo o IBGE /Foto: Freepik
A inflação oficial do país voltou a subir em setembro. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançou 0,82% no mês, depois de ter registrado queda de 0,32% em agosto, segundo dados divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (9).
Com o resultado, o IPCA acumula alta de 3,95% em 2026 e de 4,58% nos últimos 12 meses.
Energia elétrica puxou a alta
A principal pressão sobre a inflação veio da habitação, que subiu 2,31% em setembro.
A energia elétrica residencial avançou 7,98% e teve o maior impacto individual sobre o índice no mês. O movimento foi influenciado pelo fim do Bônus de Itaipu, que havia reduzido as contas em agosto, além da manutenção da bandeira tarifária amarela, que adiciona R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.
Alimentos voltam a subir
Depois de três meses de queda, o grupo Alimentação e bebidas avançou 0,83% em setembro.
Entre os alimentos consumidos dentro de casa, os principais aumentos foram:
tomate: 37,76%
batata-inglesa: 24,07%
cebola: 10,14%
arroz: 4,56%
carnes: 0,63%
Na outra ponta, ficaram mais baratos o frango inteiro, o frango em pedaços e as frutas.
Combustíveis e passagens aéreas também pesaram
Os transportes subiram 0,89% em setembro, pressionados principalmente pela alta de 9,66% nas passagens aéreas e de 1,41% nos combustíveis.
O etanol avançou 3,16%, o óleo diesel, 1,69%, e a gasolina, 1,21%.
Porto Alegre teve inflação acima da média
Entre as regiões pesquisadas pelo IBGE, Porto Alegre registrou alta de 0,96% em setembro, acima da média nacional de 0,82%. No acumulado do ano, a inflação na região chega a 3,93%. Em 12 meses, o avanço é de 5,02%.
A maior inflação do mês foi registrada em Vitória, com 1,08%, enquanto Rio Branco apresentou a menor variação, de 0,53%.
Todos os grupos ficaram mais caros
Os nove grupos de produtos e serviços acompanhados pelo IPCA apresentaram alta em setembro. Além de habitação, alimentação e transportes, também subiram vestuário, comunicação, artigos de residência, despesas pessoais, saúde e cuidados pessoais e educação.
O resultado mostra uma reversão em relação a agosto, quando a inflação havia ficado negativa.
Inflação para famílias de menor renda
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que acompanha principalmente famílias com renda de até cinco salários mínimos, também avançou 0,82% em setembro.
No ano, o indicador acumula alta de 4,01%. Em 12 meses, chega a 4,29%.