Baixar Notícia
WhatsApp
Email

Hospital se pronuncia sobre cirurgia no joelho errado de idosa em Curitiba; CRM-PR investiga caso

Fonte: bandab.com.br | Data: 09/10/2026 22:23:25

🔗 Ler matéria original

O Hospital Cruz Vermelha do Paraná se manifestou após o caso da idosa Marilda da Silva, de 72 anos, que foi submetida a uma cirurgia no joelho direito, embora o procedimento estivesse programado para o esquerdo, segundo relato da família. A instituição informou que iniciou uma apuração interna para esclarecer as circunstâncias do ocorrido.

Foto mostra idosa acamada após cirurgia errada em joelho, em hospital de Curitiba
Após caso de cirurgia no joelho errado, hospital de Curitiba anuncia apuração interna. Foto: colaboração/Cristiano Vaz/Banda B

O Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) também acompanha o caso e instaurou um processo de sindicância para investigar a situação.

A cirurgia foi realizada no dia 30 de setembro, em Curitiba. Segundo a filha da paciente, Sabrina da Silva Guerreiro, a mãe havia passado por avaliações e exames para realizar o procedimento no joelho esquerdo, mas, após a cirurgia, a família foi informada de que o médico havia operado o outro membro.

Na ocasião, a família relatou à Banda B que o profissional teria justificado a mudança afirmando que Marilda, já sedada, teria solicitado a alteração. A idosa, porém, disse não se lembrar de ter feito esse pedido. Os familiares também questionaram a ausência de uma marcação no joelho que deveria ser operado.

O que diz o Hospital da Cruz Vermelha

Em nota enviada à Banda B, o Hospital Cruz Vermelha do Paraná informou que iniciou uma apuração interna assim que tomou conhecimento dos fatos relatados pelos familiares. Segundo a instituição, o procedimento inclui a análise técnica dos registros assistenciais e das condutas adotadas.

O hospital também afirmou que acompanhou a alta e a evolução inicial da paciente, manteve contato com os familiares e adotou providências para dar continuidade à assistência. A família confirmou à reportagem que já está em conversa com o hospital. Veja o comunicado completo abaixo:

“O Hospital Cruz Vermelha do Paraná informa que, ao tomar conhecimento dos fatos relatados pelos familiares da paciente, iniciou imediatamente uma apuração interna, com o objetivo de esclarecer as circunstâncias envolvidas, mediante análise técnica dos registros assistenciais e dos procedimentos adotados.
A instituição acompanhou a alta hospitalar e a evolução inicial da paciente, mantendo contato com seus familiares e adotando as providências necessárias à continuidade da assistência. Considerando a interrupção da relação médico-paciente com o profissional anteriormente responsável, o Hospital está programando a continuidade do acompanhamento por médico ortopedista de seu corpo clínico, incluindo a avaliação e a programação do tratamento fisioterapêutico, no momento oportuno, conforme indicação médica. Em respeito ao sigilo médico, à privacidade da paciente e à legislação vigente, informações clínicas específicas não serão divulgadas.
O Hospital reafirma seu compromisso com a segurança e a qualidade da assistência prestada, bem como com a apuração responsável dos fatos e a adoção das medidas eventualmente cabíveis.”

CRM-PR instaura sindicância para apurar o caso de cirurgia em membro errado

O Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) informou que está acompanhando a situação e instaurou um processo de sindicância para apurar o ocorrido. Segundo o conselho, caso seja comprovada uma conduta que viole as regras éticas da profissão, as sanções previstas podem variar de advertência confidencial à cassação do exercício profissional. A penalidade depende do grau de culpa e da gravidade das consequências apuradas.

O CRM-PR ressaltou que, conforme o Código de Processo Ético-Profissional, estabelecido pela Resolução CFM nº 2.306/2022, sindicâncias e processos ético-profissionais tramitam sob sigilo. O procedimento garante às partes envolvidas o direito ao contraditório e à ampla defesa.

A abertura da sindicância tem como objetivo apurar os fatos e não representa, por si só, uma conclusão sobre eventual responsabilidade profissional. Veja o comunicado completo abaixo:

“O Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) informa que está acompanhando o caso e que instaurou processo de sindicância para apurar o ocorrido. Caso comprovada conduta violadora das regras éticas, as sanções previstas na Lei de criação dos Conselhos de Medicina vão desde advertência confidencial, podendo chegar à cassação do exercício profissional, a depender do grau de culpa e da gravidade das consequências apuradas.
Conforme estabelece o Código de Processo Ético-Profissional (Resolução CFM nº 2.306/2022), as sindicâncias e os processos ético-profissionais tramitam sob sigilo processual, garantindo às partes envolvidas os direitos constitucionais ao contraditório e à ampla defesa.”

Família relata consequências após a cirurgia no joelho errado de idosa

Antes das entidades se posicionarem sobre o caso, a Banda B conversou com a família de Marilda, com exclusividade. Na ocasião, os parentes afirmaram que a idosa ficou com os dois joelhos comprometidos: o direito passou pela cirurgia, enquanto o esquerdo, que motivou a internação, continuou precisando de tratamento.

Sabrina relatou que a mãe ficou emocionalmente abalada e que os familiares buscavam respostas sobre o ocorrido, além de apoio para dar continuidade aos cuidados necessários.

“Que a gente consiga cuidar da minha mãe de uma maneira melhor”, disse Sabrina. O caso, agora, segue sob apuração interna do Hospital Cruz Vermelha e sindicância do CRM-PR.

📲 O Google pode parar de mostrar o portal Banda B. Clique aqui para ver nossas notícias.