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Gestão da saúde em João Pessoa enfrenta críticas severas por falhas e postura do secretário

Fonte: saobentoemfoco.com.br | Data: 15/10/2026 13:28:08

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A rede municipal de saúde de João Pessoa atravessa um momento de instabilidade, marcado por uma série de denúncias que envolvem desde a escassez de insumos básicos até a conduta administrativa do secretário Luís Ferreira Filho. Pacientes, servidores e parlamentares têm manifestado descontentamento crescente com a qualidade do atendimento prestado à população e com a dificuldade de diálogo junto à pasta.

Relatos de falhas estruturais e precariedade no atendimento

Trabalhadores da saúde relatam um cenário de desabastecimento que compromete rotinas essenciais. A falta de medicamentos e materiais básicos, como lençóis, tem sido apontada como um obstáculo diário para o exercício das funções. Além disso, a infraestrutura das unidades de saúde, incluindo o Hospital Santa Isabel, é alvo de queixas que citam desde poltronas danificadas até a precariedade das enfermarias.

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Na Maternidade Cândida Vargas, a situação é descrita por pacientes como crítica. Relatos indicam casos de gestantes de alto risco que enfrentaram dificuldades para conseguir atendimento, sendo necessária a intervenção direta junto à direção para garantir o suporte médico. A instabilidade no prontuário eletrônico também foi apontada como um fator que agrava a desorganização do sistema.

Tensões entre servidores e a cúpula da secretaria

A relação entre o secretário Luís Ferreira Filho e os funcionários da rede é descrita como tensa e pouco colaborativa. Servidores afirmam que o gestor adota uma postura de distanciamento, ignorando demandas da categoria e respondendo de forma ríspida às solicitações de melhorias. Termos como “arrogância” e “prepotência” têm sido utilizados por trabalhadores para classificar o comportamento do secretário.

As queixas também alcançam o campo das reivindicações trabalhistas. Profissionais, incluindo condutores de ambulância e técnicos em radiologia, utilizam as redes sociais para cobrar o cumprimento de planos de carreira e a concessão de adicionais de insalubridade. Segundo os relatos, as mudanças implementadas na remuneração têm gerado insatisfação e insegurança entre as equipes.

Pressão política na Câmara Municipal

O descontentamento com a administração da pasta chegou ao plenário da Câmara Municipal de João Pessoa. O vereador Marcos Henriques denunciou publicamente a falta de retorno do secretário a contatos telefônicos e solicitações formais. Outros parlamentares, como Guguinha Moov Jampa, Milanez Neto e Fábio Carneiro, endossaram as críticas e pediram mudanças na condução da secretaria.

Diante do quadro, o vereador Fábio Carneiro solicitou a fiscalização do CRM-PB e apresentou um requerimento, aprovado pelos pares, para realizar um diagnóstico detalhado da rede. O objetivo é avaliar a viabilidade de decretar calamidade pública na saúde, medida que visa enfrentar a superlotação, a insuficiência de profissionais e a falta de insumos básicos. Mais informações sobre a situação podem ser acompanhadas no portal oficial da Prefeitura de João Pessoa.

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