Vacina brasileira contra a malária vivax recebe aval para teste
Fonte: correiobraziliense.com.br | Data: 15/10/2026 18:49:38
A vacina contra a malária vivax, desenvolvida pela USP em parceria com a CTVacinas Universidade Federal de Minas Gerais e a indústria farmacêutica de Cristália, recebeu o aval da Anvisa no início do mês de outubro para ser testada em humanos. Batizada de Vivaxin, a formulação entra em estudos clínicos de fase 1.
Esta fase prevê a participação de 48 voluntários saudáveis, com idades entre 18 e 59 anos, sem a contaminação prévia da doença. Será avaliada a segurança, possíveis reações à aplicação e a resposta imunológica, da aplicação do imunizante. A seleção começa em novembro e os voluntários serão acompanhados por um ano.
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Se a fase 1 demonstrar segurança, as vacinas seguirão para a fase 2 e 3 dos testes clínicos, onde serão testadas em maior escala. Somente no final de todas essas fases, que ainda não existe previsão, o imunizante poderá ser registrado pela Anvisa e ser produzido em larga escala.
Vacina brasileira
Essa pode ser a primeira vacina criada para a doença causada pelo protozoário Plasmodium Vivax, transmitido pela picada da fêmea do mosquito Anopheles. A Brasil registrou registrou 118.011 casos da malária vivax em 2025, segundo o Ministério da Saúde. Já no mundo, foram cerca de 9,9 milhões no planeta, de acordo com a Organização Mundial da Saúde.
“Essa é uma vacina inédita no mundo. Foi toda concebida no Brasil. Na Anvisa, levamos quase um ano e meio para obter o aval da fase 1. Depois de todas as etapas concluídas, será um avanço para o mundo”, disse uma das coordenadoras do trabalho e professora da Faculdade de Ciências e Farmacêuticas da USP, Irene Soares, à Agência Fapesp, divulgadora do estudo.
Já o professor Ricardo Gazzinelli, diretor da CTVacinas e um dos coordenadores da pesquisa, ressaltou a importância do imunizante para cumprir a meta estabelecida pelo Ministério da Saúde em 2022 de erradicar a transmissão da doença no Brasil até 2035. “Essa vacina pode ter um papel extremamente importante para eliminar a malária do nosso território e contribuir para o controle da doença na América Latina”, disse o professor, em nota divulgada à imprensa.
*Estagiário sob supervisão de Rafaela Soares
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postado em 15/10/2026 18:24
