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Avião que fez pouso forçado em lavoura de algodão em Sapezal estava proibido de voar, aponta Cenipa

Fonte: nortaomt.com.br | Data: 19/10/2026 17:02:33

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Um avião que realizou um pouso forçado em uma plantação de algodão, em Sapezal, Mato Grosso, estava impedido de voar por irregularidades na documentação, segundo relatório final do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). A ocorrência foi registrada em 7 de julho de 2024, na Fazenda Tucunaré, e os dois ocupantes saíram ilesos.

A aeronave, um Piper PA-28-23, de matrícula PT-JNW, havia sido vendida e estava sendo transportada para entrega ao novo proprietário, em Ariquemes, Rondônia. Durante o trajeto, apresentou uma falha no motor e precisou fazer um pouso de emergência na lavoura, conforme informações do boletim de ocorrência analisado pelos investigadores.

O relatório, concluído em abril de 2025, aponta que o avião estava interditado, com o Certificado de Aeronavegabilidade cancelado. A inspeção anual de manutenção e o certificado de verificação de aeronavegabilidade estavam vencidos desde agosto de 2019. Segundo o Cenipa, nessas condições, a aeronave não poderia realizar o voo.

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Avião que fez pouso forçado em lavoura de algodão em Sapezal estava proibido de voar, aponta Cenipa

Avião foi retirado da fazenda durante a noite

A investigação também identificou irregularidades após o pouso forçado. O acidente não foi comunicado às autoridades de investigação aeronáutica, que só tomaram conhecimento do caso dez dias depois, por meio de uma reportagem publicada na imprensa. Durante o levantamento das informações, o gerente da fazenda relatou que o piloto e o passageiro deixaram a propriedade logo após o acidente, sem fornecer contatos.

Quatro dias depois, em 11 de julho, o avião foi retirado da lavoura durante a noite, sem autorização do órgão responsável pela investigação. A retirada impediu que os técnicos realizassem a análise inicial da aeronave e verificassem possíveis danos ou falhas mecânicas.

Investigadores não localizaram avião nem ocupantes

O Cenipa tentou entrar em contato com o proprietário e operador da aeronave, utilizando os telefones registrados na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), mas não obteve resposta. Até a conclusão do relatório, os investigadores não haviam conseguido identificar os dois ocupantes nem descobrir o paradeiro do avião.

Por falta de elementos técnicos, não foi possível determinar os fatores que contribuíram para o acidente. A falha no motor consta no relato registrado pela Polícia Civil, mas não pôde ser confirmada por exames na aeronave. O Cenipa destacou que o descumprimento das normas de manutenção e operação pode comprometer a segurança dos voos. O relatório foi encerrado sem recomendações adicionais, já que não foi possível realizar a investigação técnica no local.

Redação Nortão MT – Micheli Cristina