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Polarização eleitoral termina em agressões

Fonte: tribunadonorte.com.br | Data: 21/10/2026 00:18:47

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Jessyanne Bezerra

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00h00

Um ato político realizado na segunda-feira (19), no campus central da UFRN, terminou em confronto entre manifestantes de direita e de esquerda. O episódio envolveu liberdade de manifestação política e segurança no ambiente universitário e terá possíveis responsabilidades criminais. E, também representa um novo momento de tensão na reta final da eleição presidencial. O evento, denominado UFRN Anti-Lula, foi organizado por movimentos de direita e contou com a participação do deputado federal reeleito General Girão (PL). Os organizadores criticavam o Governo Federal por questões relacionadas ao financiamento da educação, greves e condições de funcionamento das universidades.

Revolta

Estudantes e professores contrários à manifestação se aproximaram do local, iniciando uma troca de palavras de ordem e provocações. O confronto evoluiu para agressões físicas. O Diretório Central dos Estudantes e a Associação de Pós-Graduandos repudiaram a violência. General Girão responsabilizou manifestantes adversários pelo confronto e relatou danos a veículos e agressões contra participantes do ato.

O ato

Alunos de direita chamaram um ato democrático, divulgaram com antecedência (cinco dias), a direita abraçou o convite, fez a manifestação pacificamente, até que os alunos de esquerda invadiram o ato e provocaram conflito físico.

Nota

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) emitiu uma nota de repúdio, após confusão entre grupos de direita e esquerda, no Campus Central, na noite de segunda-feira (19). Em um trecho do documento, a instituição ressaltou que “a divergência de ideias, inerente à vida universitária e ao exercício democrático, não pode, sob qualquer circunstância, servir de justificativa para atos de intimidação, ameaças, violência ou desrespeito”.

ALRN

A sucessão na presidência da Assembleia Legislativa está no centro das negociações políticas para 2027. Os nomes de Cristiane Dantas (PSDB) e Kleber Rodrigues (PP) aparecem nas especulações como os candidatos na disputa pela presidência.

De olho no segundo turno

Allyson avança sobre bases de Álvaro enquanto Cadu mobiliza aliados de Ezequiel. Cadu procura ampliar sua presença no interior com o apoio de Ezequiel Ferreira e dos deputados estaduais Cristiane Dantas, Gustavo Soares e Taveira Júnior. O grupo pretende mobilizar prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e lideranças municipais no Seridó, Vale do Açu, Agreste e Grande Natal. Allyson, por sua vez, continua recebendo apoios de lideranças que participaram de outras candidaturas no primeiro turno.

A estética da esquerda

Ocultação da identidade, roupas escuras, máscaras e capuzes, acessórios de proteção e ataque, pichação de protesto e com muito uso da cor vermelha, presente nas bandeiras da China e Rússia, a estética das mobilizações de esquerda que envolvem depredação e o uso de máscaras para ocultar a identidade é frequentemente associada à tática Black Bloc. Essa abordagem visual e operacional ganhou forte projeção no Brasil a partir das manifestações de 2013 e, desde então, ressurge de forma pulverizada em diferentes contextos de protesto na cidade de São Paulo.

Depredação do bem público

O Metrô de São Paulo e os eixos da Avenida Paulista costumam ser cenários centrais dessas ações. Manifestantes presentes no ato pró-Lula no domingo (11/10) na avenida Paulista, em São Paulo, picharam e depredaram parte de entradas das estações de metrô Consolação e Trianon-Masp após a dispersão de “atos políticos” na região.

Estética bolsonarista

A estética das mobilizações da direita bolsonarista combina elementos nacionalistas, símbolos religiosos, apropriação dos uniformes esportivos e uma forte cultura digital. O uso dominante da camisa da Seleção Brasileira de futebol e das cores verde e amarelo transformou o vestuário esportivo em um uniforme de identificação política. As bandeiras de Israel e dos Estados Unidos simbolizam

Bloquinho 22

Clima de Micareta, Slogan Central: “Vamos aposentar o PT”, presença de camisas com o rosto de Jair Bolsonaro, além de símbolos como o capacete de Ayrton Senna ou estampas com temas patrióticos e militares. Eventos recentes apontam para uma reconfiguração nos atos. O “Bloquinho do 22” é o nome dado à estratégia de mobilização de rua adotada pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL) e liderada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL) na reta final da disputa do segundo turno presidencial contra o PT.

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