Pescador de São Ludgero conquista troféu de maior peixe em competição no Rio Mampituba
Fonte: sulinfoco.com.br | Data: 26/10/2026 16:38:16
Gabriel Oliveira Maximiano capturou um robalo-flecha de 93 centímetros e 7,045 quilos durante a disputa realizada na divisa entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Foto: Reprodução
Uma fisgada nos minutos finais da prova garantiu ao pescador esportivo Gabriel Oliveira Maximiano, de São Ludgero, um dos resultados mais marcantes de sua trajetória na modalidade. Durante uma competição realizada no Rio Mampituba, na divisa entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul, ele capturou um robalo-flecha de 93 centímetros e 7,045 quilos, conquistando o troféu de maior peixe da disputa.
A captura exigiu atenção redobrada porque aconteceu perto do horário limite para o encerramento da prova. Além da dificuldade de trabalhar com um exemplar daquele porte, Gabriel precisava controlar o equipamento e retirar o peixe da água a tempo de chegar ao ponto de encerramento dentro do prazo.
Segundo o pescador, a semana de preparação havia sido complicada pelas mudanças nas condições climáticas, com períodos de chuva e variações de temperatura. Mesmo após os treinos, a equipe não tinha encontrado exemplares grandes nos pontos inicialmente observados.
No dia da competição, a decisão foi permanecer em uma área onde já haviam conseguido capturar peixes menores. Enquanto outros competidores relatavam dificuldades em diferentes locais, Gabriel e o parceiro de prova, Ariel, optaram por insistir no ponto escolhido.
A expectativa, porém, não era encontrar um robalo-flecha daquele tamanho. O que aconteceu nos minutos finais acabou mudando o resultado da participação.
“Eu tinha colocado o celular para despertar 15 minutos antes do horário. Quando tocou, engatei o peixe”, contou Gabriel.
O pescador explicou que a equipe havia reservado alguns minutos extras para o deslocamento até a chegada, caso surgisse algum imprevisto. Ainda assim, o tempo disponível para retirar o animal foi curto. A dupla conseguiu concluir a captura e chegar no horário previsto, sem margem para atrasos.
Equipamento e controle emocional fizeram a diferença

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Outro desafio foi o equipamento utilizado. Gabriel estava preparado para capturar peixes menores, geralmente entre dois e três quilos, e precisou lidar com um exemplar muito mais pesado do que o esperado.
O risco de perder a captura era real, seja por rompimento da linha ou por algum problema com o anzol. Por isso, controlar a ansiedade e agir com paciência se tornou essencial para concluir a pescaria.
“Me deu muito medo de perder o peixe, de estourar a linha ou de abrir o anzol. A chance de acontecer alguma coisa era muito grande”, relatou.
Para Gabriel, embora a sorte também faça parte da pesca esportiva, o resultado não depende apenas dela. A experiência acumulada, o conhecimento sobre o comportamento dos peixes, a escolha dos pontos e a habilidade para lidar com situações inesperadas podem ser determinantes.
O pescador estima que o controle emocional represente uma parte significativa do desempenho em uma competição. Na situação vivida no Rio Mampituba, manter a calma foi ainda mais importante diante do tamanho do peixe e do pouco tempo disponível.
Paixão pela pesca começou na infância
A relação de Gabriel com a pesca começou cedo, influenciada pela família. O pai e o avô já praticavam a atividade, e o incentivo deles ajudou a transformar o hobby em uma paixão que permaneceu ao longo dos anos.
As primeiras experiências aconteceram em açudes e rios. Depois, ele passou a pescar no mar, conheceu diferentes espécies e começou a utilizar iscas artificiais. A aquisição de um barco ampliou as possibilidades e abriu caminho para o universo das competições.
Gabriel participa de provas há cerca de dois anos e afirma que, nesse período, já conquistou troféus e títulos. Ele também destaca a importância da troca de experiências com pescadores mais experientes para desenvolver conhecimentos técnicos.
“Tudo é tempo de bagagem. A gente vai aprendendo aos poucos, com as pessoas e com o tempo”, explicou.
Para quem deseja evoluir na modalidade, ele recomenda participar de competições e buscar contato com pessoas que já conhecem a prática. Segundo o pescador, esse convívio permite aprender mais sobre equipamentos, técnicas e estratégias que nem sempre são adquiridos apenas com a experiência individual.
Resultado abre caminho para novos desafios

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A conquista no Rio Mampituba também representa uma oportunidade de ampliar a visibilidade da pesca esportiva entre moradores de São Ludgero. Para Gabriel, levar o nome do município a competições de outras regiões tem um significado especial, principalmente por mostrar que a modalidade pode despertar interesse em pessoas que ainda não conhecem esse universo.
“Para mim, é muito importante levar o nome de São Ludgero a esses lugares. Tem muita gente que pode ter um dom ou gostar de pesca e nem sabe que isso existe”, afirmou.
O resultado se soma a outras experiências do pescador em competições. No meio do ano, ele também alcançou uma colocação entre os seis primeiros em um campeonato nacional.
Para 2027, os planos incluem ampliar o calendário de provas, participar de etapas do Sul Brasileiro, em Guaratuba, no Paraná, e disputar algumas etapas do Robalo Master. Entre os objetivos, Gabriel destaca conquistar o título dessa última competição, considerada por ele uma das mais valorizadas da modalidade.
A captura do robalo-flecha de 93 centímetros e 7,045 quilos marca mais um passo na trajetória esportiva do pescador. O troféu de maior peixe da prova é resultado de uma combinação de experiência, estratégia e controle emocional, além de reforçar a intenção de Gabriel de seguir competindo e buscar desafios ainda maiores nos próximos anos.