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… e pode provocar vômitos e diarreia por mais de três semanas. De acordo com Erika Pereira, doutoranda da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da USP, e autora da pesquisa, o diagnóstico é realizado após a exclusão de outras causas …

Fonte: instagram.com | Data: 27/10/2026 10:00:04

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A enteropatia crônica é uma condição inflamatória do sistema gastrointestinal e pode provocar vômitos e diarreia por mais de três semanas. De acordo com Erika Pereira, doutoranda da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da USP, e autora da pesquisa, o diagnóstico é realizado após a exclusão de outras causas, como parasitoses, infecções e alterações metabólicas.

A pesquisa investigou se a doença alteraria a digestibilidade dos alimentos e a absorção dos nutrientes em gatos. Entre os animais com enteropatia crônica avaliados clinicamente, 57% responderam à intervenção alimentar, com redução dos episódios de vômito.

De acordo com Erika, esse resultado reforça que a maior parte dos gatos doentes respondem positivamente apenas com a mudança dieta, sem a necessidade de medicação, reforçando a importância da nutrição no tratamento da doença.

Para investigar a relação entre a doença e os nutrientes absorvidos, os pesquisadores dividiram os felinos em três grupos: gatos com enteropatia crônica responsiva à dieta, animais com enteropatia crônica não responsiva à dieta, e gatos saudáveis. Todos receberam uma dieta seca formulada para auxiliar a saúde gastrointestinal.

Os resultados mostraram que os gatos com enteropatia crônica não apresentavam uma perda evidente na capacidade de aproveitar os nutrientes do alimento. Além da melhora dos sintomas, a dieta também trouxe mudanças no perfil nutricional dos gatos.

Erika destaca a importância de tratar sintomas recorrentes. “A partir do momento que você tem um gato que vomita, ele tem alguma coisa que precisa ser investigada”, alerta a autora. O mesmo vale para episódios recorrentes de fezes pastosas ou diarreia, que podem acontecer de forma contínua ou em intervalos.

A pesquisa foi desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Clínica Veterinária da FMVZ, com colaboração da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Jaboticabal.

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Texto: Amanda Yoshizaki
Imagem: Ralph/ Pexels

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