PF faz buscas em endereço ligado a Flávio Bolsonaro no Rio após senador deixar o Brasil e embarcar para Miami
Fonte: oglobo.globo.com | Data: 28/10/2026 07:07:57
Senador passou pela Argentina e pelo Equador após Alexandre de Moraes rejeitar seus planos de viagem e determinar a apreensão de seu passaporte
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A Polícia Federal faz buscas em um endereço ligado ao senador Flávio Bolsonaro (PL) no Rio de Janeiro, segundo a GloboNews. A movimentação ocorre após o parlamentar deixar o Brasil com a mulher, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, e as duas filhas do casal. Depois de passar pela Argentina e pelo Equador, Flávio embarcou em um avião particular com destino a Miami, nos Estados Unidos, na madrugada desta quarta-feira, segundo sites de monitoramento de tráfego aéreo.
A previsão era que a aeronave pousasse às 10h40, no horário de Brasília, no aeroporto Opa-Locka, no condado de Miami-Dade. A viagem ocorre após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitar os planos de deslocamento do senador e determinar a apreensão de seu passaporte.
O destino americano é apontado como parte de uma estratégia para buscar asilo político para Flávio e seus familiares. Até o momento, porém, não há confirmação de que o benefício tenha sido formalmente solicitado ou concedido.
Argentina confirmou entrada e saída da família
O governo argentino de Javier Milei confirmou que Flávio Bolsonaro, a mulher e as duas filhas entraram no país na noite de terça-feira e deixaram o território poucas horas depois, em um voo particular com destino a Guayaquil, no Equador. A informação foi obtida pelo jornal argentino La Nación junto a fontes oficiais.
De acordo com a Direção Nacional de Migração da Argentina, a família entrou no país às 22h50 de terça-feira (27), pela Ponte Internacional Tancredo Neves, na província de Misiones. Em comunicado divulgado às 2h01 desta quarta-feira (28), o órgão informou que os quatro apresentaram documentos de viagem válidos e não tinham impedimentos legais para entrar no território argentino.
O gabinete do chefe de Gabinete argentino, Diego Santilli, informou que a família embarcou às 23h30 em um avião particular da empresa Baires Fly SA com destino a Guayaquil. Segundo informações obtidas pelo La Nación, a aeronave utilizada era um Gulfstream G400, que partiu do aeroporto de Puerto Iguazú, em Misiones.
A informação sobre a viagem foi divulgada inicialmente pelo canal argentino C5N, que exibiu imagens de uma van com o logotipo da empresa Dallas Travel Turismo LTDA chegando escoltada pela polícia ao aeroporto de Misiones. O veículo teria transportado Flávio do Brasil para a Argentina.
O governo de Milei afirmou que não havia mandado de prisão ou impedimento legal na fronteira que barrasse a entrada do senador e de seus familiares. A manifestação foi divulgada depois que a Direção Nacional de Migração havia informado, na manhã de terça-feira, não ter sido notificada sobre a entrada do parlamentar no país.
Viagem ocorreu após decisão de Moraes
Na segunda-feira, Alexandre de Moraes rejeitou os planos de viagem de Flávio Bolsonaro e determinou a apreensão de seu passaporte. Apesar da decisão, o senador e seus familiares entraram na Argentina na noite de terça-feira e seguiram para o Equador, antes de embarcarem para os Estados Unidos.
Ainda não está claro quando a decisão do STF foi comunicada às autoridades argentinas nem quais consequências jurídicas a viagem poderá ter para o parlamentar.
A saída do senador também levantou questionamentos sobre uma possível participação de integrantes do governo argentino na viagem. O La Nación noticiou que Santiago Caputo, estrategista político de Javier Milei, estava na província de Misiones no momento da partida do avião particular.
Funcionários da Casa Rosada negaram envolvimento na operação. As negativas foram dadas após relatos sobre a possível participação de integrantes do governo argentino na saída do senador do Brasil.
Antes da confirmação oficial da viagem, Caputo publicou nas redes sociais uma mensagem em que criticou a cobertura jornalística sobre o caso. A declaração foi interpretada como uma possível referência à saída de Flávio da Argentina.
Na ocasião, o presidente Javier Milei, sua irmã, Karina Milei, o ministro da Economia, Luis Caputo, e o secretário de Imprensa, Fabián Fernández, estavam em Catamarca para participar da inauguração de novas instalações da mineradora Rio Tinto.
Estados Unidos são o destino da viagem
Flávio Bolsonaro embarcou de Guayaquil para Miami na madrugada desta quarta-feira, segundo sites de monitoramento aéreo. A chegada estava prevista para as 10h40, no horário de Brasília, no aeroporto Opa-Locka, na região metropolitana de Miami.
O governo de Donald Trump poderia conceder asilo político ao senador e a seus familiares, hipótese mencionada em relatos sobre a viagem. Não há, contudo, confirmação de que o pedido tenha sido formalizado ou aprovado.
Segundo informações divulgadas pela imprensa, Trump teria afirmado que permitiria a entrada de Flávio nos Estados Unidos por considerar os integrantes da família “pessoas decentes” e classificar a eleição de domingo como “terrível”. A imprensa americana também noticiou que o governo dos Estados Unidos estaria ciente do plano de saída do senador do Brasil.
Até o momento, não há confirmação oficial sobre eventual concessão de asilo político.
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