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Empresa responsável por lancha que naufragou no Amazonas encerra operações após 37 anos

Fonte: portaldozacarias.com.br | Data: 28/10/2026 20:04:18

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Empresa responsável por lancha que naufragou no Amazonas encerra operações após 37 anos

A empresa Lima de Abreu Navegações LTDA anunciou, nesta quarta-feira (28), o encerramento definitivo de suas atividades comerciais no Amazonas. A companhia era responsável pela lancha Lima de Abreu XV, envolvida no naufrágio ocorrido em 13 de fevereiro de 2026, na região do Encontro das Águas, em Manaus.

Em comunicado oficial assinado pelo proprietário, Antônio Silva de Abreu, a empresa atribuiu a decisão às dificuldades econômicas e operacionais enfrentadas, que teriam inviabilizado a continuidade dos serviços. A companhia encerra uma trajetória de 37 anos no transporte hidroviário regional.

Na nota, a empresa destacou sua atuação ao longo das décadas e afirmou que o processo de fechamento será conduzido de forma responsável, com o cumprimento das obrigações legais e trabalhistas.

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O acidente aconteceu na tarde de 13 de fevereiro, quando a embarcação seguia de Manaus para o município de Nova Olinda do Norte. Durante o trajeto, a lancha virou em meio a um banzeiro na região do Encontro das Águas, deixando dezenas de passageiros à deriva.

O naufrágio provocou a morte de uma mulher e mobilizou uma grande operação de resgate, que contou com equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM), da Marinha do Brasil, da Polícia Militar e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Entre os episódios que repercutiram após o acidente está o resgate de um bebê de apenas cinco dias de vida, encontrado flutuando dentro de um cooler. Registros feitos por passageiros também mostraram momentos de desespero durante o naufrágio.

Foto: Reprodução

BUSCAS TERMINARAM EM JULHO

Na época do acidente, a Lima de Abreu Navegações informou que a embarcação estava com a documentação regularizada e atendia às normas de navegação estabelecidas pelas autoridades marítimas.

As buscas pelas vítimas foram encerradas em 8 de julho. Ao final das operações, cinco pessoas continuavam desaparecidas e não haviam sido localizadas.

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O encerramento das atividades da empresa ocorre meses após a tragédia, que marcou o transporte hidroviário no Amazonas e mobilizou equipes de resgate e autoridades durante meses.