Por dentro do jatinho que levou Flávio Bolsonaro aos EUA: camas, cozinha e serviço personalizado
Fonte: gpsbrasilia.com.br | Data: 28/10/2026 20:39:07
Poltronas amplas, acabamento sofisticado e uma estrutura pensada para transformar horas de voo em uma experiência mais confortável. Esse é o ambiente do Gulfstream G400, jato executivo utilizado na viagem de Flávio Bolsonaro e de familiares aos Estados Unidos. Operada pela empresa argentina Baires Fly, a aeronave de matrícula LV-JQW reúne recursos típicos da aviação privada de alto padrão.
Fabricado em 2004, o avião foi identificado durante o trajeto que partiu da Argentina, fez uma escala em Guayaquil, no Equador, e seguiu para a região de Miami, na Flórida. Imagens divulgadas pela própria companhia permitem conhecer detalhes da cabine e dos equipamentos disponíveis a bordo.

O interior combina poltronas estofadas, revestimentos em tons claros e detalhes em madeira. As janelas ovais características da fabricante ajudam a iluminar a cabine, enquanto a configuração dos assentos permite criar diferentes ambientes ao longo do percurso.
Um dos recursos de destaque é a possibilidade de converter parte das poltronas em camas. Conforme a configuração anunciada para a aeronave, a estrutura pode acomodar até seis pessoas deitadas simultaneamente, oferecendo uma alternativa para quem precisa descansar durante viagens prolongadas.
A disposição interna também favorece a convivência entre os passageiros, com espaço para conversar, fazer refeições ou trabalhar durante o deslocamento. A capacidade varia conforme a configuração, mas o modelo é anunciado para transportar até 13 passageiros.
Cozinha equipada e serviço de bordo
A experiência a bordo inclui uma área de cozinha, conhecida na aviação como galley. Entre os equipamentos divulgados para o avião estão cafeteira, forno de convecção e compartimentos para armazenar gelo, além de tomadas de 110 volts para conectar aparelhos eletrônicos.

A Baires Fly também anuncia serviço de bordo personalizado, com refeições especiais, lanches, bebidas e atendimento de comissário. A lista de comodidades inclui ainda iPads, jornais, revistas, travesseiros e mantas.
A empresa oferece opções de alimentação e bebidas que podem incluir serviço de bar. A disponibilidade de cada item, porém, depende das condições contratadas para o voo — não há confirmação pública de quais serviços foram efetivamente utilizados por Flávio Bolsonaro e sua família nessa viagem.
Velocidade e alcance para viagens longas
O Gulfstream G400 pertence à categoria dos jatos executivos de grande porte, desenvolvidos para transportar passageiros com privacidade e reduzir o tempo de deslocamento em rotas internacionais. A aeronave LV-JQW tem velocidade que pode chegar a cerca de 935 km/h e autonomia divulgada de aproximadamente 7 mil quilômetros, conforme as condições de operação.
O alcance real depende de fatores como peso a bordo, condições meteorológicas, rota e necessidade de reservas de combustível. Por isso, a escala realizada durante a viagem não permite concluir, isoladamente, qual foi a necessidade operacional específica do trajeto.
O modelo também conta com banheiro a bordo, e sua cabine foi projetada para oferecer mais espaço do que o encontrado em aeronaves menores de uso executivo.
Quanto custa um jato como esse?
A aeronave de matrícula LV-JQW aparece em um anúncio de venda sem preço público informado. Como referência, a empresa especializada The Jet Collection estima que exemplares usados do Gulfstream G400 possam custar entre US$ 7 milhões e US$ 9 milhões — aproximadamente R$ 37 milhões a R$ 48 milhões, conforme a cotação considerada na reportagem publicada pela Folha de S.Paulo.
Esse valor é uma estimativa para o modelo usado, não uma avaliação específica do avião da Baires Fly. O preço de uma aeronave depende de fatores como conservação, horas de voo, manutenção, equipamentos instalados e histórico operacional.
Empresa dona de jatinho ligado a Flávio Bolsonaro é investigada
A Baires Fly, empresa argentina responsável pelo jatinho utilizado na viagem de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos, é alvo de uma investigação judicial na Argentina por suspeita de lavagem de dinheiro ligada a um suposto esquema de corrupção na Agência Nacional de Deficiência (Andis).
Segundo informações divulgadas pela imprensa local, fornecedores que teriam obtido contratos públicos para o fornecimento de medicamentos e insumos médicos são suspeitos de transferir recursos à companhia, que teria emitido faturas por serviços de transporte aéreo supostamente fictícios para justificar as movimentações.
O caso envolve suspeitas de superfaturamento e pagamento de propina durante a gestão do ex-diretor da agência Diego Spagnuolo, aliado do presidente Javier Milei. A investigação segue em andamento, e as suspeitas ainda não representam uma condenação definitiva.