A vitória do projeto de nação
Fonte: mais.opovo.com.br | Data: 29/10/2026 03:03:51
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O resultado eleitoral que definiu a vitória do presidente Lula, no último domingo (25), foi marcado pela expressiva vitória política de um projeto de nação. O segundo turno foi uma verdadeira campanha cívica nacional. Nas redes e nas ruas, ocorreu uma potente mobilização popular, com multidões lideradas por jovens estudantes, idosos, mulheres e educadores.
Com mais de 64 milhões de votos, Lula obteve a maior votação de sua história política. O resultado ampliou sua votação em mais de 10 milhões de votos em relação ao primeiro turno. O oponente Flávio Bolsonaro, que havia vencido o primeiro turno com uma diferença de mais de 2 milhões de votos, acabou derrotado por uma margem de 4,4 milhões de votos.
A vitória política foi marcada pelo ineditismo na redução da abstenção em quase 3 milhões de votos, pela rápida e eficiente organização do canal “Exército de Lula”, com mais de 10 milhões de participantes, e, principalmente, pelo protagonismo das maiorias em marcha nas ruas de todo o país.
Saiu vitorioso nas urnas um projeto de nação que mobilizou corações e mentes em torno da tese do “povo no orçamento”, da defesa da soberania nacional e da democracia. Foi também uma derrota política do programa liderado pela família Bolsonaro, de orientação ultraliberal, marcado por cortes bilionários no orçamento, pela defesa do Estado mínimo, pelo flerte com modelos autoritários e pela propagação do ódio nas redes.
O fortalecimento da liderança política de Lula nas redes, com diálogo direto com os eleitores, os escândalos e processos vinculados ao candidato Flávio Bolsonaro, além dos compromissos assumidos pelo presidente reeleito, como a ampliação do Pé-de-Meia para jovens estudantes universitários, o fortalecimento do SUS e a manutenção de todos os programas sociais existentes, foram decisivos para a mobilização popular que garantiu a vitória.
As mudanças na coordenação da campanha, com maior participação das campanhas vitoriosas do PT no Nordeste, por meio das lideranças dos senadores Camilo Santana (CE) e Rui Costa (BA) e do governador reeleito Rafael Fonteles (PI), além do protagonismo de novos atores, como os deputados mineiros André Janones e Ana Elisa, à frente de inúmeras iniciativas nas redes, foram movimentos estratégicos na campanha.
Por fim, Lula 4.0 reafirma os compromissos com a ampliação da atuação do Estado nas áreas da educação, da saúde, da proteção social e da segurança pública, com a criação de um novo ministério dedicado à segurança pública. Reafirma, principalmente, o compromisso com o diálogo direto com cada cidadão, por meio de mais escuta e de posicionamentos nas redes sociais. n