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Cinco novas canetas emagrecedoras para tratamento de diabetes e obesidade são aprovadas pela Anvisa

Fonte: nsctotal.com.br | Data: 29/10/2026 11:41:05

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Número de canetas dessa classe aprovadas pela agência em 2026 chega a 20 (Foto: Banco de imagens)

Cinco novos medicamentos foram aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o uso no tratamento da diabetes e da obesidade, segundo o g1. Dos medicamentos autorizados, três são indicados para diabetes e dois para controle do peso.

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As cinco novas canetas à base de liraglutida e semaglutida permitidas foram anunciadas Anvisa nesta quinta-feira (29). Com os novos registros, o número de canetas dessa classe aprovadas pela agência em 2026 chega a 20.

Os medicamentos são uma classe de medicamentos que imitam a ação do hormônio natural GLP-1, hormônio produzido pelo intestino que ajuda a controlar a glicose no sangue e o apetite. As novas autorizações ampliam a quantidade de produtos registrados no país e podem aumentar a concorrência entre fabricantes.

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Apesar de aprovadas, as cinco canetas não devem estar imediatamente disponíveis nas farmácias. As datas de lançamento e os valores de comercialização ainda não foram informados. Segundo a Anvisa, a aprovação foi motivada por um pedido do Ministério da Saúde, para ampliar as possibilidades de acesso a esses tratamentos e fortalecer a capacidade de abastecimento do mercado brasileiro.

FOTOS: A febre das canetas emagrecedoras

Fenômeno nas farmácias, mercado de remédios para emagrecer movimentou R$ 10 bilhões no Brasil. (Foto: Divulgação, Internet)
Liderado por Ozempic, Wegovy e Mounjaro, o setor é o maior sucesso recente do varejo de saúde.(Foto: Divulgação, Banco de imagens)
As canetas emagrecedoras já representam até 12% da receita total de grandes redes de farmácias.(Foto: Divulgação, Banco de Imagens)
Analistas preveem que a categoria pode atingir 20% do faturamento total do setor nos próximos anos (Fotos: Divulgação, Banco de imagem)
Uma autorização da Anvida fez que com o Mounjaro passasse a ser indicado para casos de obesidade associada a pelo menos uma comorbidade (Foto: Divulgação)
Com a queda de patentes, mercado de canetas emagrecedoras deve quintuplicar e atingir R$ 50 bilhões até 2030 (Foto: Divulgação, Internet)
Uso das canetas emagrecedoras pode desacelerar o intestino e causar prisão de ventre (Foto: Freepik)
Versões genéricas e mais baratas devem democratizar o acesso e alcançar 15 milhões de brasileiros. (Foto: Divulgação, Freepik)

Quais são as canetas aprovadas

Segundo o g1, a autorização inclui três medicamentos à base de liraglutida e dois de semaglutida.

Para o tratamento de diabetes:

  • Aribet (liraglutida): registrado pela Farma Vision Importação e Exportação de Medicamentos, com fabricação da indiana Biocon.
  • Embeltah (semaglutida): registrado pela Dr. Reddy’s Farmacêutica do Brasil, com fabricação da indiana OneSource Specialty.
  • Sevema (semaglutida): registrado pela Aché Laboratórios Farmacêuticos, também com fabricação da OneSource Specialty.

Para o tratamento da obesidade:

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  • Lyrza (liraglutida): indicado para o controle do peso em conjunto com exercícios físicos e mudanças na alimentação. O registro foi concedido à Farma Vision, com fabricação da Biocon.
  • Wylovol (liraglutida): também indicado para obesidade, associado à prática de exercícios e à alimentação adequada. Registrado pela Farma Vision e fabricado pela Biocon.

A liraglutida é o princípio ativo do Saxenda, indicado para controle do peso, e do Victoza, utilizado no tratamento da diabetes tipo 2. Já a semaglutida é a substância presente no Ozempic, indicado para diabetes tipo 2, e no Wegovy, aprovado para controle do peso.

Apesar de alguns produtos terem o mesmo princípio ativo, as indicações e os esquemas de tratamento podem ser diferentes. Uma caneta aprovada para diabetes não está automaticamente autorizada para o tratamento da obesidade.

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Os novos produtos precisam passar pela avaliação do órgão para comprovar requisitos de qualidade, segurança e eficácia. O registro sanitário é uma das etapas necessárias para a comercialização, mas não determina quando o medicamento chegará ao consumidor.

Apesar dos novos produtos, que se tornam os novos concorrentes, não há garantia de redução imediata de preços. O impacto dependerá da entrada efetiva dos produtos no mercado, dos valores definidos e da concorrência entre os produtos.

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No Brasil, os preços dos medicamentos são regulados pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).

Venda exige receita médica retida

A venda medicamentos agonistas do receptor de GLP-1 no Brasil exige a apresentação de receita médica desde 2025, O documento deve ficar retido na farmácia. A medida foi adotada pela Anvisa após um aumento no uso desses produtos sem acompanhamento profissional.

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Apesar de serem frequentemente chamados de canetas emagrecedoras, esses medicamentos podem provocar efeitos adversos, como náuseas, vômitos e diarreia. Segundo o g1, há também riscos menos frequentes, mas potencialmente graves, como pancreatite aguda, uma inflamação súbita e grave do pâncreas.

A indicação do uso dos medicamentos depende de uma avaliação individualizada, considerando as condições de saúde do paciente, as contraindicações e os objetivos do tratamento.

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