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Estiagem pode pressionar preços logísticos no Amazonas devido à baixa nos rios

Fonte: noticias.r7.com | Data: 30/10/2026 07:04:21

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A estiagem nos rios do Amazonas pode aumentar os preços logísticos e de alimentos, segundo a Suframa.
  • O Serviço Geológico Brasileiro relatou que os principais rios estão dentro dos padrões esperados, apesar de chuvas abaixo da média em algumas regiões.
  • O principal risco é a restrição à navegação, que pode aumentar os custos de transporte e pressionar os preços de diversos produtos.
  • Medidas preventivas e coordenadas entre governo e setor privado são necessárias para proteger a população de aumentos excessivos de preços.

Produzido pela Ri7a – a Inteligência Artificial do R7

Estiagem pode afetar capacidade de tráfego nos rios; Suframa acompanha cenário com atenção Mauro Neto/Secom Manaus – arquivo

A estiagem no Amazonas pode pressionar os preços logísticos e de alimentos no estado devido à baixa dos rios, segundo avaliação da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus). De acordo com a Superintendência, o cenário atual exige atenção, “mas é importante esclarecer que a redução dos níveis dos rios não significa, necessariamente, uma crise generalizada de abastecimento”.

O momento é pressionado pelos impactos do El Niño, fenômeno climático que aquece as águas do oceano e causa secas no Nordeste e Norte do país, e chuvas intensas no sul do Brasil.

O relatório mais recente do Serviço Geológico Brasileiro aponta que os principais rios da Bacia do Amazonas permaneciam, em grande parte, dentro dos padrões esperados para esta época do ano, embora algumas regiões apresentassem chuvas abaixo da média.

“O principal risco econômico está relacionado às restrições à navegação. A redução da profundidade dos rios pode limitar a capacidade de transporte das embarcações, exigir transbordos, aumentar o tempo de deslocamento e provocar a cobrança de sobretaxas de frete. Esses custos adicionais podem pressionar os preços de alimentos, combustíveis, matérias-primas e produtos industrializados”, explicou.

O órgão destaca que é necessário diferenciar os riscos logísticos identificados de impactos efetivamente comprovados sobre os preços ao consumidor.

“As regiões que exigem maior atenção são aquelas com elevada dependência do transporte fluvial, especialmente comunidades do interior e localidades atendidas por rios e afluentes de menor profundidade. As bacias dos rios Negro, Solimões, Purus e Madeira merecem acompanhamento permanente, considerando sua importância para o transporte de passageiros, alimentos, combustíveis e mercadorias”, explica.

No Polo Industrial de Manaus, a Suframa explicou que as experiências de 2023 e 2024 contribuíram para um melhor planejamento das empresas. Agora, eles contam com antecipação das compras e formação preventiva de estoques, além de programação do transporte de insumos para reduzir os riscos de interrupção da produção.

“Para proteger a população de aumentos excessivos de preços, a resposta deve ser preventiva e coordenada entre União, estados, municípios e setor privado. Entre as medidas necessárias estão a manutenção da navegabilidade dos corredores estratégicos, a execução de dragagens tecnicamente justificadas e devidamente autorizadas, o planejamento antecipado do abastecimento, a priorização do transporte de produtos essenciais e a fiscalização de eventuais práticas abusivas de preços pelos órgãos competentes”, pontua.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.