Assédio ilegal no trabalho contra eleitores de Lula cresceu 75% após virada
Fonte: portalmulheramazonica.com.br | Data: 30/10/2026 22:34:18
A vitória de Lula da Silva no segundo turno foi seguida por uma disparada nas denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho. Segundo o Ministério Público do Trabalho (MPT), os registros cresceram mais de 75% desde segunda-feira (26), dia seguinte à eleição presidencial.
Em apenas três dias, o órgão recebeu 1.459 novas denúncias. Com isso, o total chegou a 3.396 ocorrências em 2026. São Paulo lidera o levantamento, com 620 registros, seguido de Minas Gerais (351), Paraná (338) e Rio de Janeiro (252).
O aumento ocorre em meio a publicações que incentivam empresários a perseguir ou demitir funcionários por suas preferências políticas. No Rio de Janeiro, a deputada estadual Índia Armelau (PL) sugeriu que empregadores verificassem as redes sociais de trabalhadores que apoiaram Lula. A Justiça do Trabalho proibiu a parlamentar de estimular esse tipo de discriminação, sob pena de multa diária de R$ 5 mil.Diante das denúncias, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, informou que o governo estuda criar uma lista de empresas envolvidas em assédio eleitoral, com possíveis restrições ao acesso a créditos públicos.
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O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, também prometeu uma resposta rápida às irregularidades. A legislação proíbe discriminação por convicção política e prevê indenização ou reintegração de trabalhadores demitidos ilegalmente. O MPT orienta que vítimas e testemunhas denunciem ameaças, constrangimentos e perseguições relacionadas à escolha eleitoral.
Fonte: com informações BNC