Baixar Notícia
WhatsApp
Email

Caminhoneiros não têm greve marcada para 5 de novembro, diz o presidente da Abrava: o texto que circula é de uma mobi

Fonte: clickpetroleoegas.com.br | Data: 01/11/2026 11:20:09

🔗 Ler matéria original

Quem depende de caminhão para receber carga, combustível ou comida na próxima semana pode tirar a quinta-feira, 5 de novembro, da lista de preocupações: não há greve nacional de caminhoneiros convocada para essa data.

A negativa veio neste sábado (31) de Wallace Landim, o Chorão, presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava). Ele disse ao ND Mais que não existe mobilização prevista para os próximos dias.

Segundo Chorão, o conteúdo que voltou a circular nas redes sociais usa informações de uma mobilização anterior. Ou seja, a data de 5 de novembro ganhou corpo a partir de uma reportagem antiga, e não de uma convocação nova.

O boato ganhou força depois que um deputado compartilhou a reportagem antiga.

A possível paralisação passou a circular com mais força depois que o deputado federal Rodolfo Nogueira (PL-MS) compartilhou no Instagram uma reportagem que anunciava a greve, de acordo com o ND Mais.

O Portal Via Pública registrou que, até este sábado, não havia confirmação independente de uma convocação nacional nem informação concreta sobre adesão de sindicatos e associações nos estados.

O mesmo portal, porém, atribuiu o crescimento do assunto a manifestações do próprio Chorão. É aí que está o desencontro: a liderança citada como origem da mobilização é a mesma que, no sábado, disse que ela não existe.

Caminhões enfileirados em rodovia: a imagem ilustra a pauta, sem relação com uma paralisação em novembro. Foto: Reprodução/Via Pública

Chorão diz que a categoria vive um momento difícil e que esteve no Ministério dos Transportes nesta semana.

A negativa não veio acompanhada de um discurso de tranquilidade. Em vídeo publicado no Instagram, Chorão reconheceu que os caminhoneiros enfrentam dificuldades, conforme o Pleno.News.

Ele contou que passou a semana em Brasília e participou de uma reunião no Ministério dos Transportes. Os temas em discussão, segundo ele, são três:

  • a planilha de custos do transporte rodoviário de cargas;
  • a equalização de eixos;
  • outras questões ligadas às condições de trabalho dos motoristas.

O presidente da Abrava disse ainda que o governo concedeu um subsídio por mais de um mês por causa da alta dos combustíveis, e que as tratativas continuam.

Diesel, frete e piso mínimo seguem na pauta, e a porta para uma paralisação futura ficou aberta.

Chorão não descartou uma greve mais adiante. Segundo o ND Mais, ele afirmou que a categoria pode organizar um movimento para cobrar o governo federal se considerar necessário, mas que hoje não há convocação em andamento.

As queixas que alimentam a conversa nas redes são conhecidas, de acordo com o Via Pública: o preço do óleo diesel, o valor pago pelos fretes, o custo de manutenção dos caminhões e o cumprimento do piso mínimo do frete.

A categoria já tinha discutido uma greve nacional em março deste ano. Naquela ocasião, a mobilização foi suspensa depois de negociações com o governo federal e do anúncio de medidas de fiscalização do piso mínimo, como o CPG acompanhou quando os caminhoneiros descartaram a greve e foram negociar com o governo.

Se uma greve fosse convocada, o efeito chegaria rápido ao combustível e aos alimentos.

O Via Pública lembra que uma paralisação com adesão expressiva atrasaria o transporte de combustíveis, alimentos e outros produtos, com reflexo direto no abastecimento. Por isso o boato pesa tanto: quem tem posto, mercado ou indústria começa a se preparar antes de qualquer confirmação.

Em março, a simples ameaça bastou para o governo anunciar aumento de punições e reforço na fiscalização da tabela do frete.

Até a noite deste sábado, nenhuma entidade nacional de caminhoneiros havia publicado convocação para 5 de novembro. O que existe é uma negociação aberta em Brasília e uma categoria que diz estar sob pressão de custos.

Você acha que a negociação sobre planilha de custos e eixos vai evitar uma nova greve, ou a pressão do diesel deve levar os caminhoneiros de volta às estradas?