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Emidio de Souza aciona MP contra perseguição política a eleitores de Lula

Fonte: brasil247.com | Data: 02/11/2026 17:44:27

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247 – O deputado estadual Emidio de Souza (PT-SP) solicitou ao Ministério Público de São Paulo (MP-SP) a abertura de uma investigação sobre listas de boicote a comerciantes e profissionais identificados como apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). De acordo com a Folha de S.Paulo, o parlamentar também acionou entidades empresariais para cobrar providências diante de denúncias de perseguição política, ameaças de demissão e restrições à contratação de trabalhadores por suas preferências eleitorais após a reeleição de Lula.

De acordo com a Folha de S.Paulo, o deputado encaminhou ofícios a diferentes instituições após tomar conhecimento de episódios de discriminação política no estado. O pedido ao Ministério Público envolve ocorrências em Tanabi, São José do Rio Preto, Mirassol, Votuporanga e Pirassununga, municípios onde circularam listas com nomes de pessoas apontadas como simpatizantes do PT. O parlamentar também solicitou a apuração de uma possível participação de agentes públicos nessas iniciativas.

Emidio cobra reação de entidades empresariais contra assédio eleitoral

O deputado estadual encaminhou documentos à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e à Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). Os ofícios têm como destinatários os presidentes das duas entidades, Paulo Skaf e Ivo Dall’Acqua Júnior, respectivamente.

Nas solicitações, Emidio pede que as organizações se posicionem sobre práticas de discriminação no ambiente de trabalho. Entre as situações mencionadas estão ameaças de desligamento, demissões motivadas pelo voto e recusas de contratação relacionadas às opiniões políticas de candidatos a vagas de emprego.

A iniciativa busca mobilizar representantes do setor empresarial diante das denúncias de utilização das relações profissionais como instrumento de pressão política. O parlamentar defende que trabalhadores não podem sofrer consequências sobre seus empregos em razão de suas escolhas eleitorais.

“O trabalhador vende sua força de trabalho, não sua liberdade de consciência”, afirmou Emidio.

“Ameaçar o emprego de alguém por causa do voto é valer-se da necessidade das pessoas para exigir uma submissão que a lei não permite.”

São Paulo concentra 620 denúncias de assédio eleitoral em 2026

Os dados do Ministério Público do Trabalho (MPT) mostram a dimensão das denúncias relacionadas ao processo eleitoral de 2026. Até 29 de outubro, o órgão havia registrado 3.396 relatos de assédio eleitoral em todo o Brasil, dos quais 620 ocorreram no estado de São Paulo.

O território paulista liderava o levantamento nacional naquele momento. Os números integram o contexto das preocupações apresentadas pelo deputado sobre a utilização de vínculos de trabalho e relações comerciais para constranger pessoas em função de suas posições políticas.

Além das possíveis consequências sobre o emprego, os episódios apontados pelo parlamentar envolvem iniciativas para prejudicar atividades econômicas de comerciantes e profissionais identificados como apoiadores do presidente Lula. A investigação solicitada ao Ministério Público busca esclarecer a origem dessas listas e identificar eventuais responsáveis.

Deputado também pede providências ao Cremesp após ataques de médico

O deputado estadual também acionou o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) após a divulgação de publicações do cardiologista Clederson Henry Dina, vinculado ao Einstein Hospital Israelita, com ataques a apoiadores do presidente Lula.

O caso ganhou repercussão após uma reportagem do UOL revelar as manifestações do profissional nas redes sociais. Diante do episódio, Emidio solicitou providências ao conselho responsável pela fiscalização do exercício da medicina no estado.

O Einstein Hospital Israelita informou que as declarações individuais de profissionais não expressam o posicionamento institucional da organização.

Os pedidos apresentados por Emidio abrangem, portanto, três frentes de atuação: a investigação das listas de boicote pelo Ministério Público, a manifestação de entidades empresariais sobre discriminação política nas relações de trabalho e a análise da conduta do médico pelo Cremesp.

A apuração das denúncias poderá esclarecer a participação de pessoas e eventuais agentes públicos nos episódios registrados em municípios paulistas, além de identificar possíveis irregularidades nas relações comerciais e profissionais após as eleições presidenciais de 2026.

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