Baixar Notícia
WhatsApp
Email

Susep exige dados auditáveis de centrais de rastreamento veicular

Fonte: brasilemfolhas.com.br | Data: 03/11/2026 14:41:43

🔗 Ler matéria original

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) iniciou o processo de autorização das administradoras de proteção patrimonial mutualista, conforme a Resolução CNSP nº 491. A medida impacta centrais de rastreamento, que agora devem fornecer dados técnicos auditáveis para comprovar a integridade do monitoramento e evitar fraudes em pedidos de indenização.

As associações de proteção veicular têm até o dia 7 de maio de 2028 para firmar contrato com uma administradora autorizada e enviar a documentação à autarquia. Até 15 de julho de 2025, 2.217 entidades se registraram na Susep e entraram em condição de regularização, embora o órgão ainda não tenha autorizado nenhuma administradora até a última atualização.

O cenário ocorre em um período de alta demanda e criminalidade. O Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026 registrou 308.440 roubos e furtos de veículos em 2025. Paralelamente, a Susep estima que a modalidade de proteção mutualista possa incorporar 8 milhões de novos veículos à frota protegida durante 2026.

André Luiz Ota, CEO da Ikonn, empresa de engenharia de sistemas, afirma que a supervisão federal acaba com o uso de softwares genéricos de baixo custo. Segundo Ota, a central de rastreamento passa a atuar como o braço de auditoria tecnológica da associação, e o controle dos dados torna-se essencial para a sobrevivência no mercado.

A comprovação técnica será central na análise de sinistros para evitar fraudes, como a troca de módulos de rastreamento entre veículos de luxo e de baixo valor. O executivo explica que a plataforma deve entregar telemetria avançada e dossiês forenses que provem que o equipamento operava integralmente até o momento do corte do sinal.

O uso de plataformas fechadas é apontado como um risco, pois pode impedir a extração massiva de dados exigida pela Susep ou dificultar a integração com sistemas de gestão. Para Ota, a infraestrutura robusta, com integração via API aberta e monitoramento da saúde dos dispositivos, será o novo critério de escolha das associações em substituição ao menor preço.