Polícia Civil vai recolher imagens de hospital onde jovem morreu durante cirurgia em Cuiabá
Fonte: imparcialnews.com.br | Data: 04/11/2026 08:38:43
A Polícia Civil deve recolher as imagens das câmeras de segurança do Hospital Geral e Maternidade, em Cuiabá, para ajudar a esclarecer a morte de uma jovem de 24 anos durante uma cirurgia plástica. A informação foi divulgada pela FolhaMax com base em declaração do delegado Nilson Farias, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), responsável pelo caso.
A equipe busca reconstituir o que ocorreu dentro da unidade no dia do atendimento e reunir elementos para a investigação. Familiares da paciente afirmam suspeitar de erro médico e cobram esclarecimentos sobre os procedimentos realizados.
A morte ocorreu em 16 de outubro, durante uma cirurgia que previa lipoaspiração no abdômen e nas laterais, implante de próteses de silicone nos seios e lipoenxertia nos glúteos. De acordo com o médico Euller Gustavo Preza, a intercorrência aconteceu no fim do procedimento, quando era feita uma lipoescultura nas costas.
Ainda segundo o médico, a anestesista identificou uma queda repentina na saturação de oxigênio, e a cirurgia foi interrompida. Em um vídeo publicado nas redes sociais em 25 de outubro, ele disse que a equipe tentou reanimar a paciente por mais de duas horas e que ela apresentou reação em duas oportunidades, mas morreu.
Euller afirmou também que mais de cinco profissionais participaram da tentativa de reanimação, entre eles médicos da área de cirurgia cardíaca. Conforme o relato, foram adotados protocolos de emergência, com exames e uso de desfibrilador quando necessário.
A formação do médico também será considerada no caso. Ele confirmou que não fez residência médica e não tem Registro de Qualificação de Especialista (RQE), mas declarou que uma pós-graduação faz parte dos caminhos de formação e que isso não o impediria de realizar cirurgias. Euller disse ter feito mais de 2 mil procedimentos e negou que a ausência de residência tenha relação com a morte.
O registro inicial do caso foi feito como morte a esclarecer. A investigação continua na DHPP, enquanto o Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) informou que também vai abrir um procedimento para apurar as circunstâncias do atendimento.