Sincovel explica o que os empresários precisam saber sobre a escala 5×2
Fonte: oparana.com.br | Data: 04/11/2026 11:17:56

Cascavel e Paraná – A transição da jornada de trabalho no Brasil exige atenção imediata do setor empresarial. Com a nova Emenda Constitucional 141/2026, a carga máxima semanal cai de 44 para 40 horas e garante duas folgas remuneradas, sendo uma preferencialmente aos domingos, sem qualquer redução salarial. A implementação ocorrerá em duas etapas graduais: em dezembro de 2026, a jornada passa a ser de 42 horas semanais e em dezembro de 2027, atinge o teto de 40 horas.
Para orientar o empresário, o Sincovel (Sindicato dos Contabilistas de Cascavel e Região) destaca os impactos econômicos dessa mudança. A advogada trabalhista e secretária do Sincovel, Keila Maria Kurpel Vanin Lorenzi, alerta para o reflexo direto no custo operacional. “Como a legislação veda expressamente a redução de salários, o valor da hora trabalhada sobe automaticamente, gerando um efeito em cadeia. As horas extras habituais aumentam o valor do repouso semanal remunerado, encarecendo encargos e verbas como férias, 13º salário, aviso-prévio e FGTS”.
Com a transição, a tendência jurídica é a aplicação do divisor 210 para a jornada de 42 horas e do divisor 200 para a de 40 horas, conforme respaldo no Tema 260 do TST e na Súmula 431. Em termos práticos, um empregado que recebe R$ 3.000,00 e hoje tem a hora normal calculada a R$ 13,64 (com hora extra a R$ 20,46), passará a ter a hora normal em R$ 14,29 (extra a R$ 21,44) na fase de 42 horas e R$ 15,00 (extra a R$ 22,50) na etapa final de 40 horas. Isso representa uma elevação de aproximadamente 10% no valor da hora trabalhada.
Os contabilistas são aliados estratégicos na readequação das escalas, simulação de custos e acompanhamento das negociações coletivas. Conforme pontua a especialista do Sincovel, Keila Maria Kurpel Vanin Lorenzi, o momento exige antecipação. “A flexibilização da segunda folga remunerada e a compensação de horas dependem de acordo ou convenção coletiva. Empresas que buscarem apoio especializado para reorganizar processos, avaliar automações ou redefinir equipes conseguirão absorver os impactos sem perder a competitividade”.
Para Keila, a redução da jornada de trabalho e a ampliação dos repousos remunerados representam uma mudança estrutural para as empresas brasileiras. Embora o objetivo seja aumentar a qualidade de vida dos trabalhadores, os reflexos financeiros e operacionais serão significativos para muitos negócios. “O melhor caminho é se antecipar. Empresas que realizarem estudos de custos, revisarem suas escalas e contarem com apoio contábil e jurídico especializado terão mais condições de absorver os impactos, preservar a produtividade e manter sua competitividade nos próximos anos”.
Fonte: Comunicação SINCOVEL
Com mais de 35 anos dedicados ao jornalismo, iniciou a carreira em 1990 no Jornal O Paraná, de Cascavel, passando pelas principais editorias. Conta com textos e fotografias publicados na Folha de São Paulo, Estado de S. Paulo, Gazeta do Povo e Revista Grid. Atuou ainda como produtor da TV Tarobá, afiliada Band e como editor de portais de notícias do agronegócio. Também é autor do livro AREAC 50 anos – Pioneirismo na defesa e na valorização da agronomia paranaense. Nos últimos anos, se especializou em agronegócio, produzindo reportagens e artigos do gênero, inclusive trabalhos dedicados à OCEPAR (Organização das Cooperativas do Estado do Paraná). Atualmente, é jornalista no O Paraná, articulista de uma coluna de agronegócio na Revista Pitoco Magazine, e responsável pela comunicação da FEAPR (Federação dos Engenheiros Agrônomos do Paraná); APEPA (Associação Paranaense das Empresas de Planejamento Agropecuário); APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Cascavel); SRO (Sociedade Rural do Oeste do Paraná); Sistema Secovi-PR Regional Oeste e Sincovel.
Ao longo da carreira, conquistou diversos prêmios com reportagens e fotos, como o Prêmio Amop de Jornalismo e de Comunicação do CREA-PR (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná).
Com mais de 35 anos dedicados ao jornalismo, iniciou a carreira em 1990 no Jornal O Paraná, de Cascavel, passando pelas principais editorias. Conta com textos e fotografias publicados na Folha de São Paulo, Estado de S. Paulo, Gazeta do Povo e Revista Grid. Atuou ainda como produtor da TV Tarobá, afiliada Band e como editor de portais de notícias do agronegócio. Também é autor do livro AREAC 50 anos – Pioneirismo na defesa e na valorização da agronomia paranaense. Nos últimos anos, se especializou em agronegócio, produzindo reportagens e artigos do gênero, inclusive trabalhos dedicados à OCEPAR (Organização das Cooperativas do Estado do Paraná). Atualmente, é jornalista no O Paraná, articulista de uma coluna de agronegócio na Revista Pitoco Magazine, e responsável pela comunicação da FEAPR (Federação dos Engenheiros Agrônomos do Paraná); APEPA (Associação Paranaense das Empresas de Planejamento Agropecuário); APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Cascavel); SRO (Sociedade Rural do Oeste do Paraná); Sistema Secovi-PR Regional Oeste e Sincovel.
Ao longo da carreira, conquistou diversos prêmios com reportagens e fotos, como o Prêmio Amop de Jornalismo e de Comunicação do CREA-PR (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná).