Hospital Central começa a usar robô em cirurgias torácicas – PORTAL MATO GROSSO
Fonte: portalmatogrosso.com.br | Data: 06/11/2026 14:09:57
Cerca de 18,5 mil homens morreram no Brasil em 2025 vítimas do câncer de próstata, o equivalente a 50 óbitos por dia. Os dados são do Ministério da Saúde e foram divulgados pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU).
Segundo a entidade, entre 2017 e setembro deste ano foram registradas mais de 160 mil mortes pela doença, com tendência de alta: o total de 2025 é 20% superior ao de dez anos atrás, quando houve 15,4 mil óbitos. A previsão para este ano é de mais de 77 mil novos diagnósticos no país, o que consolida o tumor como o câncer mais comum entre os homens.
O problema central está no silêncio da doença. Quando identificada em fase inicial, o câncer de próstata tem 90% de chance de cura — mas nesse estágio o paciente ainda não percebe os sinais. Sintomas como sangue na urina ou no sêmen, aumento da frequência urinária, fluxo fraco ou interrompido, disfunção erétil e dores nos ossos costumam aparecer apenas em estágios avançados.
“Uma doença silenciosa em suas fases iniciais, como é o câncer de próstata, que oferece nessa fase inicial 90% de chance de cura, ela precisa ser procurada e rastreada, pois esperar que os sintomas apareçam pode levar a uma perda da chance de cura. Esperar sentir dor ou ter dificuldade para urinar significa muitas vezes chegar tarde demais ao diagnóstico”, alerta o presidente da SBU, Roni Carvalho Fernandes.
Novembro Azul e mudança cultural
Ao longo deste mês, a SBU promove a campanha Novembro Azul, voltada à conscientização masculina sobre os riscos do tumor que afeta a glândula responsável por produzir o líquido do sêmen que nutre e protege os espermatozoides.
“O homem brasileiro, historicamente, se cuida menos do que a mulher. E essa campanha é uma chance para que este homem assuma o protagonismo da sua própria saúde e passe a entender que prevenção e diagnóstico precoce também é uma atitude de homem”, explica Fernandes.
Ele avalia que houve avanço nas últimas duas décadas. “É uma mudança cultural importante. O homem, que antes nem queria ouvir falar de ir ao urologista, agora busca informações e agenda suas consultas com mais naturalidade. No entanto, o desafio continua gigante”, destaca.
O rastreamento é feito com dois exames de rotina: a medição do PSA (antígeno prostático específico) no plasma sanguíneo e a avaliação do tamanho, forma e textura da próstata pelo toque retal. Havendo suspeita de tumor, o diagnóstico é confirmado por biópsia. A recomendação da SBU é que homens a partir dos 50 anos procurem um urologista para avaliação individualizada. Quem tem histórico familiar da doença, além de negros e obesos, deve iniciar o rastreio aos 45 anos.
Tratamento
Para 2026, a SBU aponta duas novidades. A cirurgia de próstata assistida por robô foi incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS), e o Conselho Federal de Medicina (CFM) aprovou o uso do ultrassom focado de alta intensidade (HIFU) e da crioblação.
O HIFU é um método pouco invasivo que direciona ondas de ultrassom ao ponto exato do tumor, destruindo o tecido canceroso com a energia concentrada. Já a crioblação utiliza agulhas muito finas inseridas no local do tumor para injetar um gás congelante, provocando a morte das células tumorais.