Um projeto antigo que ampliaria a autonomia do Banco Central voltou ao debate no Congresso, mas acabou sendo retirado de pauta pelo líder do governo, sob argumento de que não é o momento para avançar no tema. Ao mesmo tempo, surgiu uma proposta em sentido oposto, que prevê subordinar o Banco Central ao Ministério da Fazenda, retirando sua independência. A mudança faria com que decisões estratégicas, incluindo gastos e atuação regulatória, passassem a ter influência direta do governo, levantando preocupações sobre interferências políticas, especialmente em períodos eleitorais.
Especialistas apontam que a autonomia do Banco Central é fundamental para garantir estabilidade econômica e evitar decisões motivadas por interesses de curto prazo. Outro ponto de atenção envolve o projeto de resolução bancária, que busca ampliar instrumentos para o Banco Central atuar em crises financeiras e prevenir fraudes, especialmente no ambiente de fintechs e do Pix. Apesar da relevância, o tema enfrenta resistência política, enquanto cresce a preocupação com a falta de mecanismos adequados para lidar com possíveis crises no sistema financeiro.