Os custos com a educação de crianças e adolescentes continuam a subir acima da inflação oficial no Brasil, consumindo entre 20% e 25% da renda de muitas famílias. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o grupo Educação registrou alta acumulada de 8,71% este ano, valor substancialmente superior à variação do IPCA geral, de 4,22%. O aumento foi puxado principalmente pelas mensalidades do ensino fundamental (8,70%) e do ensino médio (8,66%).
Especialistas em finanças pessoais e planejamento familiar recomendam que os pais simulem e projetem os custos educacionais com uma antecedência de três a cinco anos. O objetivo é evitar o endividamento decorrente de reajustes contínuos e garantir que os compromissos com a escola não comprometam os investimentos de longo prazo nem obriguem as famílias a resgatar a reserva de emergência.
Além da atenção às mensalidades, órgãos de proteção ao consumidor orientam que a escolha da escola inclua a análise dos custos totais — como material, transporte, alimentação e atividades extras. A legislação obriga as instituições de ensino privado a divulgar o valor total da anuidade ou semestralidade com pelo menos 45 dias de antecedência em relação ao prazo final de matrícula, permitindo maior previsibilidade ao orçamento doméstico.