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O prefeito Sandro Mabel se reuniu ontem, no Paço Municipal, com quinze vereadores da base para apresentar detalhes do projeto de criação de fundos de investimento imobiliário do município. A proposta, enviada à Câmara Municipal de Goiânia, prevê a transferência para um ou mais fundos de terrenos, prédios e lotes que não estejam sendo utilizados diretamente por serviços públicos ou que tenham sido desafetados. Em contrapartida, o município receberá cotas correspondentes ao valor dos imóveis. O modelo visa reduzir a ociosidade e os custos de manutenção dos bens, além de valorizar o patrimônio público e ampliar o potencial de geração de receitas para a capital.

Durante o encontro, Mabel detalhou que o município destina cerca de seiscentos milhões de reais por ano para cobrir o déficit do GoiâniaPrev. O prefeito citou como exemplo terrenos avaliados em trezentos milhões de reais que, segundo ele, seriam equivalentes ao volume de patrimônio consumido pelo município no mesmo período para fazer frente ao passivo previdenciário.

Mabel esclareceu ainda que a medida não significa a venda de áreas públicas para o pagamento de despesas previdenciárias. Segundo a proposta, os imóveis permanecem como patrimônio do município, mas passam a integrar fundos capazes de gerar rendimentos.