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A greve dos servidores administrativos da rede municipal de ensino foi o tema central dos debates na Câmara Municipal de Goiânia na última quinta-feira. Embora a sessão tenha iniciado com uma homenagem ao aniversário do vereador Anselmo Pereira, o foco das discussões rapidamente se voltou para a paralisação da categoria, que reivindica melhorias salariais e a atualização da tabela da carreira.

O líder do prefeito na Casa, Wellington Bessa, defendeu a atual gestão afirmando que, após 15 anos, o município apresentou uma proposta concreta de atualização para os servidores. Entretanto, a proposta foi rejeitada em assembleia. A vereadora e presidente do sindicato da categoria, Ludmila Moraes, classificou o projeto como “inaceitável”, criticando principalmente o extenso parcelamento da recomposição salarial, que se prolongaria até o ano de 2030.

Diante do conflito, o Tribunal de Justiça de Goiás interveio, determinando que 70% dos cerca de 5.800 servidores administrativos continuem em atividade para evitar a interrupção total dos serviços, sob pena de multa diária. Após audiência de conciliação, a justiça decidiu que a prefeitura deve elaborar uma nova contraproposta. No plenário, o vereador Coronel Aluzêda sugeriu que o executivo demonstre maior vontade política para antecipar os prazos de pagamento e chegar a um consenso que respeite a saúde financeira do município e os direitos dos trabalhadores.