A luta por protagonismo e representação direta está no cerne das reivindicações históricas das Pessoas com Deficiência (PCD). Dados divulgados recentemente pelo IBGE revelam um recuo na presença política efetiva desse grupo social nas instâncias legislativas: o número de vereadores com deficiências físicas, sensoriais ou intelectuais caiu de 522, em 2020, para 391, em 2024, em todo o país.
A análise aponta para os riscos da apropriação do discurso da inclusão por candidatos que se posicionam como porta-vozes da causa sem vivenciarem a deficiência, como ocorre no caso de familiares ou ativistas indiretos. Embora o apoio e a organização de mães e familiares sejam cruciais para o avanço de direitos, ressalta-se que as vivências das pessoas com deficiência são distintas e exigem representatividade própria nas candidaturas eleitorais.
O levantamento do IBGE e os debates trazidos por especialistas reforçam a urgência de ampliar a presença autêntica de pessoas com deficiência nos espaços de poder. A inclusão efetiva pressupõe garantir que os próprios indivíduos ocupem seus lugares de fala e liderança, assegurando a autonomia e a independência da causa PCD na política nacional.