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O resultado das urnas apontou a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva com 64,2 milhões de votos, abrindo uma frente de 4,4 milhões de sufrágios sobre Flávio Bolsonaro e gerando expetativas de forte reação negativa no mercado financeiro. Analistas e economistas salientam que a contenção da dívida pública bruta — atualmente fixada em 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB) e com projeções de ultrapassar os 90% até ao final da década — constituirá a prioridade máxima da gestão, exigindo um plano económico crível e alianças estratégicas com o Congresso Nacional para garantir a governabilidade. Entre as medidas aguardadas pelos agentes de mercado figuram o anúncio antecipado da equipa económica e cortes imediatos de despesas na ordem dos R$ 40 mil milhões para sustentar a confiança fiscal.

O quadro de monitorização macroeconómica também destaca a evolução inflacionária medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), apurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que registou variações de 0,58% em maio, 0,16% em junho, 0,07% em julho, deflação de 0,32% em agosto e 0,82% em setembro de 2026. O levantamento técnico com base nos índices do IBGE compõe o conjunto de indicadores fiscais e monetários avaliados por especialistas para balizar as previsões de juros, câmbio e crescimento do PIB diante das reformas estruturais necessárias no novo mandato.