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Mulheres brasileiras seguem enfrentando uma rotina marcada pela sobrecarga entre o trabalho formal, os cuidados com a casa e a família. Segundo dados do IBGE, considerando apenas os afazeres domésticos, elas trabalham cerca de 40 horas a mais por mês do que os homens. Além disso, as mulheres chefiam 49,1% dos lares do país e ainda recebem, em média, salários 21,3% menores, mesmo inseridas no mercado de trabalho. Especialistas apontam que essa desigualdade é resultado de uma construção histórica que atribuiu às mulheres o papel de cuidadoras, tornando o trabalho invisível uma responsabilidade naturalizada.

A realidade é vivida por mulheres como Larissa Lima Barros, de 29 anos, mãe de dois filhos, empregada formalmente e empreendedora, que relata exaustão diante da necessidade de conciliar múltiplas funções. Pesquisadores destacam que a chamada “economia do cuidado”, se fosse remunerada, poderia acrescentar ao menos 8,5% ao PIB brasileiro. Para especialistas, reduzir a sobrecarga feminina depende de mudanças culturais, redistribuição das tarefas domésticas e educação das crianças para dividir responsabilidades de forma mais equilibrada entre homens e mulheres.