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O comércio clandestino de medicamentos para reposição de testosterona e esteroides anabolizantes segue em crescimento no Brasil, movido pela busca por resultados estéticos rápidos e ganho de massa muscular. Uma denúncia flagrou a venda desses hormônios sem a exigência de receita médica em uma farmácia na Grande São Paulo, onde o próprio balconista oferecia orientações de uso e indicava posologias inadequadas. O uso indiscriminado e sem acompanhamento dessas substâncias pode provocar falência renal, infartos, acidentes vasculares cerebrais (AVC), lesões hepáticas, infertilidade e até o óbito, como alertam especialistas e ex-atletas que sofreram sequelas graves.

Embora a comercialização exija retenção de receita médica para reposição hormonal em pacientes com deficiência comprovada, o mercado ilegal também se alastra pela internet sem fiscalização. Diante dos riscos à saúde pública, o Conselho Federal de Medicina (CFM) proíbe desde 2023 que médicos prescrevam esteroides e anabolizantes para fins puramente estéticos, ganho de massa muscular ou melhora de desempenho esportivo. O acompanhamento médico rigoroso permanece autorizado e essencial apenas para o tratamento de deficiências hormonais devidamente diagnosticadas.