Os debates e impasses jurídicos em torno da taxa de resíduos sólidos dominaram a pauta e as discussões no plenário da Câmara de Goiânia. A autarquia municipal interpôs um recurso judicial contra a decisão que considerou inconstitucionais dispositivos da norma, alegando que a anulação da taxa provocaria severos prejuízos orçamentários e administrativos aos cofres públicos. A gestão sustenta a plena legalidade do tributo e assevera que a manifestação judicial salvaguarda os descontos de até 75% e a desoneração concedida a mais de 200 mil agregados familiares na capital.
Na tribuna da Câmara de Goiânia, os parlamentares apresentaram visões divergentes sobre o tema. O vereador Sargento Novandir advertiu que o prosseguimento da ação movida contra o tributo acabará por prejudicar a população de menores recursos financeiros, triplicando os encargos da classe média e retirando benefícios sociais caso uma nova proposta de lei não dê entrada no órgão deliberativo. Em contrapartida, a vereadora Aava Santiago, autora da representação que questiona a cobrança, declarou que o objetivo central é resguardar a população de imposições fiscais ilícitas, desafiando a prefeitura a demonstrar perante a Câmara de Goiânia que o montante global apurado é canalizado com rigor e exclusividade para o sistema operacional de resíduos da localidade.