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A inflação oficial do Brasil apresentou números bastante positivos em julho de 2026. Segundo dados divulgados hoje pelo IBGE, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou uma variação de apenas 0,07%, um resultado considerado muito baixo. Com esse desempenho, a inflação acumulada nos últimos 12 meses recuou para 4,44%, mantendo-se dentro do teto da meta estabelecida pelo governo federal, que possui um limite de tolerância de até 4,5%.

O principal fator que contribuiu para esse alívio no bolso do consumidor foi o grupo de alimentos e bebidas, que registrou um novo mês de deflação. O IBGE destacou quedas significativas em itens essenciais como o tomate, que recuou 20%, além da batata, cenoura e café. Esse movimento favorável é explicado por condições climáticas positivas e uma oferta mais robusta, resultando em quedas de preços mais acentuadas do que a média histórica para este período do ano.

Além da alimentação, outros setores ajudaram a conter o índice oficial. O setor de vestuário apresentou queda devido às trocas de coleções, enquanto a área de transportes e combustíveis também colaborou com o cenário de estabilidade. Apesar da pressão internacional do petróleo, o IBGE não captou aumentos na gasolina e no diesel, registrando inclusive uma redução no preço do etanol. As passagens aéreas também ajudaram a segurar o índice, embora o setor permaneça sob vigilância devido ao custo do querosene de aviação.