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O Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) decidiu pela liberação parcial do concurso público da Câmara de Goiânia, que estava totalmente suspenso desde o mês de maio. A medida traz alívio para a maioria dos candidatos, permitindo que o certame siga seu cronograma normal para quase todos os cargos, conforme os recursos apresentados pela Câmara Municipal, pela Universidade Federal de Goiás e pelo Instituto Verbena.

Contudo, a suspensão foi mantida por um período de 90 dias para três funções específicas: administrador, revisor de texto e técnico em iluminação. A decisão de manter o bloqueio parcial deve-se a denúncias de irregularidades que apontam vínculos diretos entre candidatos aprovados nas primeiras colocações e a banca organizadora, o Instituto Verbena (UFG), ferindo os princípios de isonomia do concurso.

As investigações detalham que o candidato aprovado em primeiro lugar para o cargo de administrador mantinha vínculo ativo com o instituto durante a elaboração e realização da prova. Da mesma forma, uma candidata aprovada em sexto lugar para revisora de texto atuava como bolsista da instituição. No caso de técnico em iluminação, o primeiro colocado na prova prática possuiria laços profissionais e acadêmicos com os próprios avaliadores do certame.

Com essa análise do tribunal, o processo seletivo segue normalmente para os demais participantes que não estão envolvidos nas suspeitas. Enquanto isso, a suspensão dos três cargos citados visa garantir que as autoridades apurem se houve favorecimento ou afronta às regras do edital antes que as nomeações para essas áreas específicas sejam autorizadas.