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A partir do dia 1º de julho, o distrito de Monte Verde, em Camanducaia (MG), passará a cobrar uma Taxa de Preservação Ambiental (TPA) de todos os turistas que visitarem a região. A medida, regulamentada pela prefeitura, visa garantir recursos para a manutenção da infraestrutura urbana e a conservação da natureza local, que recebeu mais de 1,25 milhão de visitantes em 2025. Os valores arrecadados serão destinados à coleta de resíduos sólidos (35%) e o restante para a manutenção de áreas verdes, parques e projetos de sustentabilidade.

A cobrança será realizada por meio do sistema free flow, que utiliza câmeras para a leitura automática das placas dos veículos, evitando a formação de filas na entrada do distrito. Para efetuar o pagamento, os turistas deverão realizar um cadastro prévio através de um site oficial ou pelo aplicativo “Observa”. Os valores são calculados com base na Unidade Fiscal Municipal (UFM) e variam de acordo com o tipo de veículo: motocicletas pagam R

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 9,20, e o valor pode chegar a R$ 73,60 para ônibus.

A legislação prevê isenções para moradores de Camanducaia e de cidades vizinhas como Extrema, Itapeva e Cambuí, além de trabalhadores locais, veículos oficiais e prestadores de serviços essenciais. No entanto, o transporte turístico por aplicativo não está isento da tarifa. A administração municipal destaca que o sistema permitirá que o turista desfrute das belezas da “Suíça Mineira” e realize o pagamento de forma digital posteriormente, garantindo fluidez ao trânsito.

A iniciativa coloca Monte Verde ao lado de outros destinos turísticos brasileiros que já aplicam taxas semelhantes para preservação, como Fernando de Noronha e Ilhabela. Com um crescimento de 40% no número de visitantes nos últimos cinco anos, o distrito busca, com a TPA, equilibrar o desenvolvimento turístico com a proteção do ecossistema da Serra da Mantiqueira.