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O governo dos Estados Unidos oficializou a imposição de uma nova tarifa de 12,5% sobre produtos importados do Brasil, substituindo a taxa anterior de 10%. A medida atinge uma lista de 60 parceiros comerciais e é fundamentada em alegações de práticas de concorrência desleal e uso de trabalho forçado. O anúncio causou forte impacto no mercado internacional, uma vez que esses parceiros representam quase a totalidade das importações norte-americanas, gerando incertezas sobre o fluxo de exportações brasileiras.

Em resposta, o Palácio do Planalto emitiu uma nota dura rechaçando a sobretaxa, classificando-a como injustificada e arbitrária. O governo brasileiro anunciou que irá acionar imediatamente os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade, além de levar o tema ao mecanismo de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC). O Ministro da Fazenda, Dario Durigan, e o Ministro do Desenvolvimento, Elias Rosa, reforçaram que o país não aceitará passivamente medidas unilaterais que prejudicam a economia nacional.

Para mitigar os danos aos setores afetados, como calçados, máquinas e têxteis, o governo federal já prepara um pacote de socorro por meio do “Plano Brasil Soberano 3”, com a previsão de liberar R$ 18,5 bilhões em crédito. O objetivo é socorrer as empresas que enfrentam a cumulatividade de taxas, garantindo a manutenção de empregos e a competitividade da indústria. Especialistas alertam que o Brasil precisará agir com firmeza diplomática para reverter o cenário e evitar um isolamento comercial.

No contexto econômico doméstico, os indicadores mostram um cenário de pressão. De acordo com dados do IBGE estampados nos indicadores financeiros do dia, a inflação medida pelo IPCA fechou o mês de junho em 0,41%, acumulando uma alta de 4,8% nos últimos doze meses. Esse ambiente inflacionário, somado às novas barreiras comerciais externas, amplia os desafios para a gestão econômica e para o poder de compra da população brasileira no segundo semestre de 2026.